30 de set. de 2006

Só a Elenita mesmo...


Pois é né... quando você menos espera aparece alguém que te dá uma sacodida.
E você acorda.

Mote do dia:

“Se sentindo forte e nobre por ser fiel as coisas que sentia e mandando pra PUTA QUE O PARIU quem simplesmente não entendeu que tem que comer MUITO feijão pra estar no mesmo nível que você. E acredite o mundo gira redondo.”

Elenita e sua energia onipresente. Acredite menina, apenas um comentário e meu dia mudou de cor.




Super...

Enfim, eu próprio cansei das filosofias e das amarragens. Se a coisa não aconteceu por si só, naturalmente, não vou desperdiçar energia a toa, tentando mudar a cabeça dos outros. Eu também não vou me dobrar por ninguém.

É... o Inferno são os Outros! Por isso, não me assusto mais com minha coragem de bater a porta na cara deles e não sentir mais remorso.

It is shut now.
Vou lá tirar meu Jeans escândalo do varal.

26 de set. de 2006

Boredom X Hedonism


Então o problema é justamente algo que eu tenho o menor controle.

Ótimo, eu aceito isso.
Não há nada que eu possa fazer.
Portanto, não farei nada. E posso prescindir da culpa de não fazer nada, não me engajar em esforço, pois, justamente, não há nada que eu possa fazer.

Não é uma Desistência, é uma Economia.




Queria ser rico... Multimilionário. Muito rico.
Rico...
Afortunado...
Rico, rico, rico...


[the blasè lifestyle.]

Porque o único problema comigo é o Tédio. Todo o resto eu sei lidar muito bem, e eu tenho já plena consciência do que eu sou, possuo, mereço... logo essas coisas não me incomodam mais.

O problema mesmo é o tédio.

Dê-me muito dinheiro e um fígado bem resistente!

Já tentei de tudo. Bom, não tudo, porque eu quero ousar um pouco mais. E para isso eu precisaria de dinheiro. Coragem, vontade, inconseqüência, onipotência, energia, impulsos... o resto já tenho tudo.

Já me sinto vazio. Enfadado. Já arrisquei e já levei na cara. Aprendi tais lições e nada mudou. Que diferença faz? Não são sequer reclamações, eu não reclamo. Sou um rapaz esclarecido e aceito minhas condições. É assim e ponto, não mudará. Na verdade foi o que eu sempre quis: uma existência rasa e muda, rejeito ser intenso. Prefiro viver a esbórnia vazia, cansada, unilateral e plana.

Prefiro ser infrutífero a ser frugal.

Se por enquanto não há nada que me complete, que eu gaste o tempo com uns luxos a mais, com uma sofisticação menos barata, sem planos para o futuro, num loft isolado, num carro que eu possa bater (diversas vezes), em munição para uma escopeta, etc...

Já sou patético, que eu seja um patético com grana. Prazeres imediatos, efêmeros. O momentâneo e a alta rotatividade.

Eu prometo doar tudo quando morrer.

Consigo ser um filho da puta de categoria... e peso na consciência nunca me impediu de nada.

Mas o Tédio...












[Como eu sou idiota, eu que achei que merecia o que eu nunca mereço. And all I wanted was one simple thing. Quando eu vou parar de insistir?]

23 de set. de 2006

I'd starve myself and still it would not come.

Tentei: mudando de hábitos.
Tentei: comprando um iPod.
Tentei: indo ao cinema.
Tentei: quebrando um celular com as mãos.
Tentei: arranjando um Motorola V3 Black de graça.
Tentei: raspando o cabelo.
Tentei: contando os dias (55 dias);
Tentei: me masturbando.
Tentei: deixando de me masturbar.
Tentei: fazendo vídeos.
Tentei: bebendo café.
Tentei: pintando o cabelo.
Tentei: fazendo longas caminhadas.
Tentei: andando de bicicleta.
Tentei: ficando calado.
Tentei: cortando o braço.
Tentei: jogando pôquer.
Tentei: lendo SuperInteressante.
Tentei: lendo Bravo!.
Tentei: lendo VIP.
Tentei: lendo Casa Cláudia.
Tentei: lendo Caras.
Tentei: ouvindo música.
Tentei: fugindo.
Tentei: olhando a estrada pela janela do carro.
Tentei: sendo gentil.
Tentei: sendo cínico.
Tentei: sendo engraçado.
Tentei: pagando um cinema, um jantar, um sorvete.
Tentei: comprando presentes.
Tentei: saindo para dançar;
Tentei: chorando.
Tentei: fumando um cigarro atrás do outro.
Tentei: comprando cds, livros, junk food, papeis coloridos...
Tentei: andando de bicicleta.
Tentei: escrevendo poemas.
Tentei: aprendendo italiano.
Tentei: batendo a porta do quarto.
Tentei: pedindo ajuda.
Tentei: tomando Tylenol.
Tentei: escrevendo contos, pois os poemas eram horrorosos.
Tentei: sendo discreto.
Tentei: afastando-me da mediocridade.
Tentei: errando.
Tentei: aprendendo a acentuar as palavras.
Tentei: pitando quadros.
Tentei: sendo simpático.
Tentei: beijando quem eu não queria.
Tentei: oferecendo carinho a quem precisava.
Tentei: mudando de curso.
Tentei: arranjando um emprego.
Tentei: escrevendo cartas de amor.
Tentei: fazendo promessas.
Tentei: desobedecendo as promessas.
Tentei: quebrando tudo que há pela frente.
Tentei: dando socos em ponta de faca.
Tentei: dando socos na parede do banheiro.
Tentei: colecionando ingressos de cinema.
Tentei: tomando longos banhos quentes.
Tentei: humilhando-me para quem não me merecia.
Tentei: humilhando-me para quem merecia.
Tentei: usando uma armação de óculos Giorgio Armani.
Tentei: não fazendo a barba.
Tentei: matando aula.
Tentei: assinando ‘do seu admirador secreto’.
Tentei: indo ao templo budista.
Tentei: virando a noite.
Tentei: baixando a guarda.
Tentei: pedindo perdão.
Tentei: lendo letra de música.
Tentei: falando Bom Dia!.
Tentei: enchendo a cara.
Tentei: enchendo a cara.
Tentei: vomitando de bêbado e ficando feliz por ter ficado muito, mas muito bêbado.
Tentei: aproveitando as mordidas, que nunca gostei.
Tentei: fazendo chantagens.
Tentei: fazendo listas.
Tentei: vendo Lost.
Tentei: sendo obsessivo.
Tentei: aprendendo a dar um nó de gravata.
Tentei: esforçando para quebrar tabus.
Tentei: guardando lembranças.
Tentei: pedindo demissão.
Tentei: combinando um tênis branco com roupa preta.
Tentei: tentando.
Tentei: tatuando e furando meu corpo.
Tentei: ganhando um monitor de LCD.
Tentei: lendo teses de mestrado sobre a Björk.
Tentei: roubando underwear dos meus amores platônicos.
Tentei: confessando.
Tentei: escrevendo diários.
Tentei: caminhando ainda que não sabendo o caminho.
Tentei: emitindo opiniões formadas.
Tentei: admitindo meus erros.
Tentei: usando drogas não licitas.
Tentei: lendo Oscar Wilde.
Tentei: lendo Nietszche.
Tentei: lendo Sartre.
Tentei: lendo Mauricio de Souza.
Tentei: escrevendo um blogue.
Tentei: sendo criativo.
Tentei: mandando todos se fuderem.
Tentei: ensaboando a barriga primeiro, e não as costas.
Tentei: acreditando em Deus.
Tentei: acreditando em nada.
Tentei: jogando tudo pelos ares.
Tentei: sendo arrogante.
Tentei: sendo verborrágico.
Tentei: sendo honesto.
Tentei: falando Eu te amo.
Tentei: sendo honesto e falando Eu te amo.








Não estava lá.
Well, at least I tried, I guess...


[ouvindo Would Not Come, por Alanis Morissette]
[ouvindo Would Not Come, por Alanis Morissette]
[ouvindo Would Not Come, por Alanis Morissette]

Running away from the Breakdown


É tão fácil ser julgado, não?

É tão fácil não fazer nada e se desapontar...
É muito simples divulgar sua opinião e ser rotulado. Daí, fugir do rotulo...

Sempre me acusam de ser over-dramatic e é até que é verdade, mas é uma questão de acúmulo.

Sou como um capacitor... acumulo a energia até atingir um limite e daí libero.

O problema é que até agora minhas portas não abriram, portanto está tudo aqui dentro ainda. E como um aquário, se vê tudo que há por detrás do vidro, no entanto isso não é sinal de liberdade.

E por causa desse rótulo, hoje tenho receio de me expressar... mesmo que eu faça algo diferente, o foco externo será mal compreendido. Logo, sinto que cortaram minhas asas. Não posso (mesmo por meio de indiretas, eu-líricos, catarse artísticas) pedir ajuda, por mais que eu mude minha abordagem. No fim sempre me expresso ou como egoitas, ou como arrogante ou como pedante ou como suicida ou como louco ou como depressivo ou como hipocondríaco...

Talvez eu seja... quem sou eu no meio disso tudo? E o que eu tenho a ver com as coisas importantes?

Preciso de um release... como os seus, meu querido. Percebo que sempre que você me procura, sempre que a mim se confessa, logo após que eu supro sua vontade, há uma distância. Há uma distância...

E seria também minha essa distância, pois evasivo sempre fui. Porém contigo ainda não supri minha carência, porém contigo ainda não fui efusivo.

É o preço de tanto tempo de seclusão. Não sei voltar ao comportamento social saudável.

E sinto que todas minhas felicidades são infelicidades.
Todos meus momentos de prazer são momentos de dor.
Tudo que me surpreende é para me mostrar que ainda estou agindo errado.




A estrada é longa.
Eu ainda não cheguei lá...
E o combustível está acabando.



[ouvindo Would Not Come, por Alanis Morissette]

18 de set. de 2006



This is my home.


[ao som de Triumphant, por Röyksopp]

16 de set. de 2006

His embrace, a fortress

Björk — Who Is It

His embrace a fortress
It fuels me
And places a skeleton of trust right beneath us
Bone by bone
Stone by stone

If you ask yourself, patiently and carefully:
Who is it?

Who is it that never let you down?
Who is it that gave you back your crown?

And the ornaments are going around
Now they’re handing it over

He demands a closeness
We all have earned enlightment
Carry my joy on the left
Carry my pain on the right

I'd like to hurt you, but I could never hurt you.

[Fui obrigado a ir embora daquele jeito. Senti raiva e vergonha da minha ingenuidade e minha tolice. Pareci ter sido grosso e fui, mas estava me protegendo. Por dois motivos: vi naquele momento que você jamais fará isso por mim e por eu ter te protegido demais. No fim das contas não me incomodo por ter descoberto a verdade, apesar de isso me ainda me machucar muito, mas fico puto por você não ter sido honesto comigo na quinta-feira. Eu te liguei, me expus, te mostrei minha vulnerabilidade, e pedi ajuda. Você se recusou e aceitei seu motivo. Ate você me provar na sexta feira que seu motivo é inválido, desonesto, sem nenhum valor, nenhuma ética. Preferiria ter sabido naquele telefonema que o motivo da sua recusa não era porque você não poderia, mas sim porque você já tinha ‘quebrado as regras’ naquela semana. Por mim, não me faz a menor diferença qual é meu papel e qual é o papel do Bruno. Tampouco o grau de esforço que você tem por mim, tem por ele e a diferença entre os dois. O que pegou mal para você foi achar que mentir iria te mostrar ser um cara inocente, quando no dia seguinte você se mostrou o contrário. Eu peço perdão por ter exigido demais de você na quinta-feira. E peço perdão por achar que você pode cumprir um papel na minha vida que você não quer cumprir. Não me arrependo de agir dessa forma, porque a minha parte é reação ao seu ato. O que aconteceu e o que vai acontecer daqui para frente é fruto da sua ação, é fruto do que você começou. Você está me fazendo perceber que é errado me abrir para você, que é errado contar contigo. Eu te falei, não estou bem há um bom tempo, mas engoli minhas frustrações por você. Para te dar um ótimo fim de semana, eu fiquei calado e me diverti contigo, esqueci de mim e dediquei o feriado inteiro para te dar as coisas que você me pediu. E eu te dei. Não falamos sobre mim, não joguei a pressão sobre você. Entendi que você não poderia fazer o mesmo por mim e agüentei sozinho as malditas e infelizes horas que foram minha madrugada de quinta para sexta. E hoje eu descubro que foi em vão! Hoje eu descubro que foi burrice ter te ligado. Não porque eu não acredito que você não possa me ajudar, mas sim porque eu tenho vergonha de ir até você pedir ajuda, e me sinto culpado de ter ajudar. Eu fiz minha parte e jamais menti para você. Não fique paranóico Por favor, não se faça de vítima e a última coisa que eu estou fazendo é apelar para a culpa, fazendo você o vilão. Não quero perder minha profunda, única e maravilhosa confiança que tenho em você. Muito menos vou voltar atrás com tudo que te prometi, não vou cancelar o compromisso que fiz contigo. Posso ser um cara meio louco, meio niilista, meio estúpido, mas eu me seguro aos meus princípios. Eu me recuso a agir como todos os idiotas que te sacanearam, os quais eu severamente critico. E eu estou lutando pelo seu lado. Mas se pergunte: quem agiu de forma errada?]


[escute Pollyana Flower, por Alanis Morissete]
[escute Who Is It, por Björk]
[escute Sour Times, por Portishead]
[escute Safe From Harm, por Massive Attack]

Can you understand me in this place?

Sendo ilegítimo em minhas intenções.

O que se tem a fazer mesmo é esperar.

Enquanto isso ria. Ria das tuas humilhações. E espera!

É estrada longa, é incerta, é escura e é duvidosa.
You might be just beggining, you might be near the end.

E é tudo o que me resta, não? Basicamente é isso.
Posso ter falhado nessa oportunidade — e para isso só tenho eu a culpar — mas ao menos eu agi. Coloquei em prática o que julguei ser a melhor tática e disso não me arrependo.

Hoje tive uma lembrança muito boa.

Revivi, por acaso, praticamente todos os passos de um dia que me foi especial, único, belo. Foi nesse dia que resolvi baixar as guardas e parar de forçar a barra, e finalmente consegui o que precisava. Claro, talvez os motivos não tenham sido assim tão poéticos, mas lá estava: felicidade singela e tímida, genuína e interna.

Uma lembrança muito boa de um momento muito bom. E o mais confortador: um momento real. Ele existiu. Algo que aconteceu e finalmente um momento não planejado em minha cabeça, nenhuma das peculiares fantasias que crio, hábito de longos anos (e talvez uma das poucas coisas que conservo de minha infância). Foi real, foi palatável. Eu pude sentir o gosto em minha boca, denotativa e conotativamente. De várias maneiras eu senti o gosto em minha boca.

E descobri uma coisa.

Não gostei de ter uma lembrança boa. Isso me fez triste, isso me magoou. Afetou-me de uma forma tão singela, tímida, genuína e interna quanto aquela lembrança. Algo me fez entender que há ainda um longíssimo caminho nessa inescapável Espera e que no fim demanda muita perseverança.

A certeza é de que ainda sou imaturo, que ainda não estou preparado, que ainda há uma imperfeição muito forte a ser compensada da minha parte, que há ainda muito em mim a ser trabalhado. E que é um preço muito alto.

Um preço muito alto por uma coisa muito pequena.
Um preço alto por algo que representa apenas um principio.
Apenas uma luz.
E ainda não significa exatamente solução.
A minha solução.
A solução que, por direito, pertence somente a mim.



E aquele momento em particular, aquela lembrança de uma felicidade, me fez questionar minhas ações.
Eu me pergunto: estou agindo errado?

E talvez seja isso.
Estou sendo ilegítimo em minhas intenções.
Agindo de má-fé.
E sendo burro, sendo ingênuo.

12 de set. de 2006

VocêTubo

Don't hire this pole dancer:
— Damm! I'm leaving. Bitch, that was not sexy at all!

É o que dá! Não beba e dance no poste.

7 de set. de 2006

Happiness...

Happiness is a warm gun.

Bem... acho que no fim a coisa não vai ser bem expressa, mas é mais ou menos assim:

Não creio em contos de fadas, pois já acreditei e vi que não funciona.
Não creio em amor eterno, pois já amei e vi que não é o suficiente.
Não creio em altruísmo, pois fui altruísta e ainda assim fui acusado de agir egoisticamente.
Não creio em segunda chance, pois já dei quintas, sextas chances e nada mudou.

Então... para que eu estou gastando tempo?


Não estou me divertindo.
Não estou produzindo nada.
Não estou satisfeito.
Ninguém me veio provar o contrário, aliás só reafirmaram.

Estou apenas gastando...

Combustível.

O tempo dos outros.
O meu tempo.
Dinheiro.
Responsabilidade.
Comida que poderia ser de outra pessoa.
Roupas que poderiam ser de outra pessoa.
Tinta de cabelo.

My life seems pointless? Yes. And, my friend, I assure you that is not for lack of trying. And I’m not even depressed.

Bem, acho que volto a minha antiga Teoria da Racionalização dos Sentimentos. Sabe quando você calcula uma paixão apenas pela razão, e não mais pela emoção? Pois é, no fim é uma visão bem econômica e bem cartesiana.

Não estou deprimido. Estou na minha fase mais racional e lógica da minha depressão. Portanto, não analiso o Suicídio com olhos de quem se sente mal. Mas com o olhos de quem está vendo tudo como um jogo ou um organismo que prescinde de certas, digamos, falhas minoritárias (overemotional people, massive-spenders, faux-selfless-behaviours). Fico sentado aqui, me sentindo muito bem, alegre e feliz, pensando: o que me faz ficar aqui? Sim, coisas práticas, palatáveis, qualitativas. O que, de fato, há nessa Terra que me segura aqui?

E esperar tanto para encontrar a primeira coisa na lista que seja uma resposta razoável. Acho que é este o verdadeiro sintoma de que sua vida está uma m****a! É quando você está acordando num dia de sol, depois de ter uma noite maravilhosa com a pessoa que ama, você não está doente, não está triste, não está (fatalmente) endividado, não lhe falta recursos básicos, e no entanto a primeira coisa que lhe vem a cabeça é: hummm.... acho que eu deveria me matar.
Sim, sua vida é uma m****a.

O maior motivo é quando não há motivo algum. É tudo muito estéril.

A parada é que eu tentei. Sim!

Tive .
Tive esperança.
Acreditei.
Pensei no bem maior.
Evitei decisões precipitadas.
Lutei.
Procurei alternativas.
Expandi meu mundo, meus gostos, meus interesses.
Olhei além dos defeitos.
Ofereci a mão à quem precisava.
Corri atrás do prejuízo.
Pedi desculpas.
Ofereci a outra face.
Reconheci minhas falhas.
Respeitei as falhas dos outros.
Respeitei o tempo de cada um.
Lidei com meus problemas sem pedir ajuda de ninguém.
Pedi ajuda quando necessário.
Engoli minha acidez e sentir queimar dentro da garganta, estoicamente.
Lutei contra minha inibição ao ver alguém chorar.
Ouvi coisas que não gostei de ouvir, calado.
Respeitei as barreiras.
Joguei fora meu amor.
Limpei as máculas do meu amor.
Curei meu amor.
Vi meu amor se fuder por escolha própria.
Perdoei meu amor.
Vi meu amor se fuder por escolha própria mais uma vez.
Li livros.
Fiz caminhadas.
Quebrei tudo pela frente e paguei com meu dinheiro depois.
Dei presentes, com segundas intenções ou não.
Tomei sorvete.
Comi chocolate.
Fui ao cinema.
Fui romântico.
Preparei um jantar especial.
Dei ultimatos.
Dei uma segunda chance.
Prestei atenção no que o outro era, a fiz sentir especial.
Acreditei que o tempo curava.
Acreditei que coisas boas vêem àqueles que esperam.


E onde está?


Promessas, promessas, promessas.... só isso que elas são. Tudo bem vazio, tudo sem nenhuma garantia, nenhum lastro.

[There’s no love, no money, no thrill anymore.]


Não creio em merecimento. Ninguém tem o que merece.


Se as pessoas recebessem exatamente o que merecem, eu teria feito muito menos esforço, teria perdido muito menos a paciência. Eu tinha mandado muita gente se fuder há muito tempo. Mas não! Não... fui tolerante, fui legal. E quem foi legal comigo?

E quem respeitou minhas necessidades? Minhas carências? Quem me ouviu? Quem moveu uma palha para me dar o que eu precisava? Não me ofereceram nada além de condescendência e pena. E quem meteu a faca na minhas costas depois de eu admitir minhas fraquezas?

Tudo o que eu tenho foi fruto do meu esforço, não do meu merecimento, e por isso mesmo que eu tenho vontade de me jogar da janela. (Contraditório, não?)

Se as pessoas tivessem o que merecessem, traidores eram decapitados. E olha quem vai ser reeleito? Olha quem vai ter uma noite louca de sexo hoje? E olha quem não vai ter a responsabilidade de suprir o vazio de alguém? E olha quem vai ter aquilo que eu mereço? Eu nao estou recebendo isso, outros (plural!!!) estão recebendo o que é meu por direito!
Ainda me dizem: não, se acalme. Dê tempo ao tempo, tudo que você tem de fazer é partir para outra e esperar.
Uê, eu já não estava esperando? Se eu não estava esperando o que estava fazendo? Parado num vortex espaço-temporal onde as coisas acontecem mas o tempo não muda? Porque nada mudou e eu só envelheci. Então estou esperando o que? A morte? Então me dê uma pistola, que a espera se resolve num instantinho.

E ainda por cima, eu preciso estar vivo, para continuar cuidando de idiotas. Porque se não alguém vai chorar no meu caixão: por que isso aconteceu? Por que eu não fui o suficiente? Por que o cara que eu amo me abandonou?

E a ultima coisa que eu quero é ter de ouvir lamentos arrependidos vindos do plano terreno, principalmente de alguém que nao se deu ao trabalho de perguntar a verdade. (Quem está no Além, chama isso aqui de que? Porque para mim é além, não é tudo relativo? Em relaçao ao Purgátorio, o Plano terreno é o Além.). Os outros cairem na real, me desculpe, mas isso não é no meu departamento!


E como eu sou muito cínico, sempre fui, vou finalizar meu texto com puro e agridoce escárnio. Um descaso, um não me leve a sério. Escrevi meu texto ao som de baladinhas bregas dos anos 80 e, direto do VocêTubo, vem essa músiquinha de Rick Astley, Never Gonna Give You Up.






“A full commitment is what I’m thinking of
You wouldn’t get this from any other guy

Never gonna give you up
Never gonna let you down
Never gonna run around and desert you
Never gonna make you cry
Never gonna say goodbye
Never gonna tell a lie and hurt you”
Ai ai ai... eu mereço! Sempre bom finalizar com o amargo de pura ironia.
Never gonna give you up, never gonna let you down...

4 de set. de 2006

Tori Amos — Suede





Suede
You always felt like suede
Jets are revving
Yes, revving from a central source
And this has power over me
Not because you feel something
Or don't feel something for me
But because mass is so big
It can swalow her whole star intact
Call me: evil
Call me: Tide is on your side
Anything that you want
Anybody knows you can conjure anything by the dark side of the moon!
Boy,
And if you keep your silence silencer on
You'll talk yourself right into a job
Out of a hole into my bayou
And I fear my fear is greater than my faith
Oh, little sister, I hope you didn't feel that way.
Can you forgive me one day?

Sour times

ACHING; BURNING; LONGING.
SOUR TIMES.

3 de set. de 2006

Fools

How can we win?
How can we win when fools can be kings?

Então... homens podres, sem caráter, que não amam, gozam na tua cara e vão embora, te humilham, não dão a mínima, não querem saber se você é most dead ou barely alive, sim...

Sim... eles ganham. Roubam meu ouro.

Ganham sempre. E eu que sou bonzinho me fodo sempre, not in the good way.

Depravação. Meu amor se vendeu. Ele vendeu seu corpo, agora é sujo, maculado, perdido, humano e fraco. E eu... o que eu faço?

Meu coração é elástico. Meu perdão é elático. Meu amor é elástico. Mas o que eu faço? Aceito?
[silêncio.]
Resposta? Onde está você? Grande reticências.

Fuck....
FuckFuckFuckFuckFuckFuck!
E ainda por cima, essa bosta de torcicolo que já dura semanas, a gripe, a dor nos olhos, a suspeita de gastrite...
A porra de celular velho que não funciona, por que fui quebrar o outro? Por amor?
Bosta de UnB que nunca deixa de ser UnB. Droga de emprego que não sai. Droga de felicidade que não vem. Que porra de felicidade... já estou na modéstia de sequer ter isso! Mera satisfação que não vem.
Fluoxetina. Ao menos nao sentir nada. Flatline____________.
Do que adianta? Hein, me diga do que adianta viver sob princípios, ética, valores, concessões se quem sai ganhando é quem tem menor pudor/escrúpulo para se lembrar de qualquer uma coisa dessa?
Ok, esqueçamos tudo isso. Queria ao menos estar me divertindo.
Viveria sem o menor remorso, jogando fora tudo. Foda-se tudo. Foda-se filosofia barata, foda-se angústia ontológica, foda-se condição pós-moderna, foda-se o homem cosmopolita fragmentado, foda-se vazio existêncial, foda-se peso na consciência. Posso lidar com tudo. I can handle.
Mas eu poderia ao menos estar me divertindo. Having fun, damm.
Is all about getting laid and getting paid.
Meanless sex.
Meanless love, life, mind.
Meanless everything.
Morte. Conjuro a Morte.
"How can we win when fools can be kings?
No one is going to take me alive*."
[Muse — Knights Of Cydonia]
Patético...

1 de set. de 2006

Bring me more drugs, bitch!

Tori Amos — Glory Of The 80's

"In the glories of the 80's
You said, 'I’m not afraid to die'
I said, 'I don't find that remotely funny
even on this space cake high'
And then it all seemed clear
Just then you go and disappear"

É incrível como essa mulher se droga. Mas é a arte, não?

*Space Cake = um bolo feito com maconha.

Ismália

Alphonsus de Guimaraes — Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...



cada vez menos, cada vez menos eu garanto minha sanidade mental.