26 de set. de 2006

Boredom X Hedonism


Então o problema é justamente algo que eu tenho o menor controle.

Ótimo, eu aceito isso.
Não há nada que eu possa fazer.
Portanto, não farei nada. E posso prescindir da culpa de não fazer nada, não me engajar em esforço, pois, justamente, não há nada que eu possa fazer.

Não é uma Desistência, é uma Economia.




Queria ser rico... Multimilionário. Muito rico.
Rico...
Afortunado...
Rico, rico, rico...


[the blasè lifestyle.]

Porque o único problema comigo é o Tédio. Todo o resto eu sei lidar muito bem, e eu tenho já plena consciência do que eu sou, possuo, mereço... logo essas coisas não me incomodam mais.

O problema mesmo é o tédio.

Dê-me muito dinheiro e um fígado bem resistente!

Já tentei de tudo. Bom, não tudo, porque eu quero ousar um pouco mais. E para isso eu precisaria de dinheiro. Coragem, vontade, inconseqüência, onipotência, energia, impulsos... o resto já tenho tudo.

Já me sinto vazio. Enfadado. Já arrisquei e já levei na cara. Aprendi tais lições e nada mudou. Que diferença faz? Não são sequer reclamações, eu não reclamo. Sou um rapaz esclarecido e aceito minhas condições. É assim e ponto, não mudará. Na verdade foi o que eu sempre quis: uma existência rasa e muda, rejeito ser intenso. Prefiro viver a esbórnia vazia, cansada, unilateral e plana.

Prefiro ser infrutífero a ser frugal.

Se por enquanto não há nada que me complete, que eu gaste o tempo com uns luxos a mais, com uma sofisticação menos barata, sem planos para o futuro, num loft isolado, num carro que eu possa bater (diversas vezes), em munição para uma escopeta, etc...

Já sou patético, que eu seja um patético com grana. Prazeres imediatos, efêmeros. O momentâneo e a alta rotatividade.

Eu prometo doar tudo quando morrer.

Consigo ser um filho da puta de categoria... e peso na consciência nunca me impediu de nada.

Mas o Tédio...












[Como eu sou idiota, eu que achei que merecia o que eu nunca mereço. And all I wanted was one simple thing. Quando eu vou parar de insistir?]

5 comentários:

Always Empty disse...

É da natureza humana sempre buscar alternativas...
E nunca se sentir satisfeito com oq já conseguiu...
Relaxa.. Um dia tudo se ajeita.

Anônimo disse...

Isso está me lembrando do livro Bubblegum....Você me parece o protagonista...exceto que não é tão rico quanto...

Elenita Rodrigues disse...

Ah nem, sacode essa poeira, amor... parece coisa de filme brega de quinta categoria, mas assim... é pra curtir fossa? Escolhe uma tarde triste, CHORA, FUMA, SE LAMENTA, XINGA O MUNDO DE IMBECIL... Escuta aquela clássica do radiohead ou da tori amos, se olha no espelho e constata que vc é o ser mais miserável da face da Terra... mas no dia seguinte? Que resurja Fênix. Arrasando. Naquele seu cabelo roxo, naquela sua calça escândalo. Se sentindo forte e nobre por ser fiel as coisas que sentia e mandando pra PUTA QUE O PARIU quem simplesmente não entendeu que tem que comer MUITO feijão pra estar no mesmo nível que você. E acredite o mundo gira redondo. Mas quando girar não vai fazer a menor diferença.
Lave este rosto, mude de trilha sonora, abra todas as janelas da casa, a hora de ser feliz É AGORA.

Tá certo, a gente parece personagem de Almodovar,
e os personagens de Almodovar são o máximo.

Mas o cinema cansa. E a gente ARRASA.

Fica bem,
sinto por ti uma admiração que não cabe em mim,

com TODO o meu carinho,

Elenita Rodrigues disse...

Ah sim, lembrei que ouvi isso em um filme esses dias... "If you wanna be loved, must be worth-loving..."

A-R-R-A-S-A!!! =))

Gatão!!!

Elenita Rodrigues disse...
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