16 de set. de 2006

I'd like to hurt you, but I could never hurt you.

[Fui obrigado a ir embora daquele jeito. Senti raiva e vergonha da minha ingenuidade e minha tolice. Pareci ter sido grosso e fui, mas estava me protegendo. Por dois motivos: vi naquele momento que você jamais fará isso por mim e por eu ter te protegido demais. No fim das contas não me incomodo por ter descoberto a verdade, apesar de isso me ainda me machucar muito, mas fico puto por você não ter sido honesto comigo na quinta-feira. Eu te liguei, me expus, te mostrei minha vulnerabilidade, e pedi ajuda. Você se recusou e aceitei seu motivo. Ate você me provar na sexta feira que seu motivo é inválido, desonesto, sem nenhum valor, nenhuma ética. Preferiria ter sabido naquele telefonema que o motivo da sua recusa não era porque você não poderia, mas sim porque você já tinha ‘quebrado as regras’ naquela semana. Por mim, não me faz a menor diferença qual é meu papel e qual é o papel do Bruno. Tampouco o grau de esforço que você tem por mim, tem por ele e a diferença entre os dois. O que pegou mal para você foi achar que mentir iria te mostrar ser um cara inocente, quando no dia seguinte você se mostrou o contrário. Eu peço perdão por ter exigido demais de você na quinta-feira. E peço perdão por achar que você pode cumprir um papel na minha vida que você não quer cumprir. Não me arrependo de agir dessa forma, porque a minha parte é reação ao seu ato. O que aconteceu e o que vai acontecer daqui para frente é fruto da sua ação, é fruto do que você começou. Você está me fazendo perceber que é errado me abrir para você, que é errado contar contigo. Eu te falei, não estou bem há um bom tempo, mas engoli minhas frustrações por você. Para te dar um ótimo fim de semana, eu fiquei calado e me diverti contigo, esqueci de mim e dediquei o feriado inteiro para te dar as coisas que você me pediu. E eu te dei. Não falamos sobre mim, não joguei a pressão sobre você. Entendi que você não poderia fazer o mesmo por mim e agüentei sozinho as malditas e infelizes horas que foram minha madrugada de quinta para sexta. E hoje eu descubro que foi em vão! Hoje eu descubro que foi burrice ter te ligado. Não porque eu não acredito que você não possa me ajudar, mas sim porque eu tenho vergonha de ir até você pedir ajuda, e me sinto culpado de ter ajudar. Eu fiz minha parte e jamais menti para você. Não fique paranóico Por favor, não se faça de vítima e a última coisa que eu estou fazendo é apelar para a culpa, fazendo você o vilão. Não quero perder minha profunda, única e maravilhosa confiança que tenho em você. Muito menos vou voltar atrás com tudo que te prometi, não vou cancelar o compromisso que fiz contigo. Posso ser um cara meio louco, meio niilista, meio estúpido, mas eu me seguro aos meus princípios. Eu me recuso a agir como todos os idiotas que te sacanearam, os quais eu severamente critico. E eu estou lutando pelo seu lado. Mas se pergunte: quem agiu de forma errada?]


[escute Pollyana Flower, por Alanis Morissete]
[escute Who Is It, por Björk]
[escute Sour Times, por Portishead]
[escute Safe From Harm, por Massive Attack]

Can you understand me in this place?

Um comentário:

Anônimo disse...

I read, I'm aware! Don't worry WE'll be alright....