31 de out. de 2006
Should I speak?
Should I bother shaking hands?
Am I weak, if I leave it as it stands?
I've submerged,
And I've surfaced with the blame.
I guess I'm no good.
I guess I'm insane.
Should I go, if she calls out my name?
And if she bleeds, should I wipe up the stain?
And if I'm low, can I drown in this rain?
I guess I'm no good.
I guess I'm insane.
And I hate when you say that I never fight for you.
Sometimes you bleed all over my skin.
And you always end up closer than close.
There's where I give in.
Should I go, when she calls out my name?
In my mind, I'll betray you once again.
Why should I climb?
What is there to gain?
This is no good.
This is insane.
And I hate when you say that I never fight for you.
Sometimes you breathe all over my skin.
And you always end up so much closer than close.
There's where I give in.
And you're taking.
And you're taking me down.
And you always end up much closer than close.
29 de out. de 2006
Perder para Encontrar
Sabe aquela música É Preciso Perdoar?
Sabe quando o verso diz: Pobre de quem não entendeu que a beleza de amar é se dar. E só querendo mentir nunca soube o que é perder para encontrar.
Sabe... cheguei no ponto da situação que o melhor a se fazer é afastar, perder, saber o que é a perda e a falta que aquilo te faz. Para, quem sabe, mais tarde ter de volta o que tinha junto com os benefícios.
Ou seja, perder o que se tem para ganhar o que se tem e um pouco mais.
O problema está justamente naquela dúvida: para que vou abrir mão do que já tenho? Mesmo que a gente tenha na cabeça, racionalmente, que a gente vai ter de volta, melhorado, aprimorado, o medo que se tem de abrir mão.... A paixão e a preocupação de voltar a ser infeliz. Foi tão duro encontrar... será que eu deixo o que me cativa cair nesse mundo tão medíocre?
O medo que se tem de enfrentar aquele período na escassez... aquele período de vacas magras.
Separar. Dar um tempo. Fazer o outro sentir saudade. Fazer-se sentir saudade. Viver sem ele. Muitas dúvidas se vem disso...
Será que ele descobre que pode viver muito bem sem mim?
Ou pior, será que eu descubro que eu posso viver muito bem sem ele?
E se nesse tempo ele encontra alguém melhor do que eu?
Ou eu encontro alguém melhor do que ele? Mesmo que não haja alguém como ele, mas daí... será uma pena. É a vida!
Será que o nosso fim poderá ser resumido em: uma pena, mas é a vida?
Eu tenho fé que as coisas melhorem. Da mesma forma que eu tenho na cabeça que eu posso estar agindo precipitadamente. Simplesmente não sei...
Mas e se a música estiver certa? Assim... serei aquele que não entendeu, que só quis mentir?
E se jogando tudo pro alto, eu não levo na cara?
[suspiro]
Tudo muito confuso.
Quis pedir todos os presentes dados de volta. Vocês acham que é certo?
Acho muita sacanagem pedir os presentes de volta. Mas eu não quero ser lembrado.
I want to be nowhere to be found.
Sinto que cheguei lá, mas esqueci a chave. Não podendo abrir a porta, não querendo voltar para procurar a chave, fiquei lá, contemplando a porta.
Contemplativo...
E com gosto nenhum na boca.
Isso me parece ser mais uma daquelas estórias...
[ao som de Insane, por Damien Rice]
26 de out. de 2006
N.Y Hotel — The Knife
"this is our last goodbye
now you should be holding me
punkrock t-shirt, black cap and tatoo
the first things I noticed about you
now you should be holding me"
Escute também Lasagna, por The Knife.
Dove Evolution
Campanha 'Dove, para a Real Beleza". Para vermos como tudo é construído.
E eu aqui, reclamando.
bombe nucléaire

Adios Nonino
Adios Nonino, por Carel Kraayenhof.
Adios Nonino, por La Quartada.
25 de out. de 2006
I hold a force I can't contain
Mas no fim, a vontade que eu tenho é de me violentar.
Afundar mais um pouco o estilete na carne e sentir a dor.
Por que ultimamente é só isto, o erro.
Fundamentalmente, tudo que eu queria era uma forma de sumir com tudo isso.
Eu não sei o porquê, mas tudo que eu tenho sentido é uma dor.
É uma sensação de que eu não mereço nada.
Não mereço as coisas que eu tenho, tampouco as coisas que eu não tenho.
Sinto que as coisas estão desandando, e é terrivelmente cansativo.
Não consigo o controle de nada. E cada passo dificulta a próximo, está cada vez mais difícil seguir em frente. Como se eu estivesse tentando fugir entrando em líqüidos com densidades gradativas. Passar do óleo à água ao mel, ao petróleo, ao piche, até que chegue ao cimento úmido, e ele vá endurecendo comigo dentro.
E é uma coisa muito burra. Sentir que as coisas não mudam. E toda noite eu me deito e peço: —Deus, não é como se eu tivesse pedindo algo material. Só me traga uma mudança. Uma sensação que amanha não será o mesmo de hoje. um alivío psicológico.
E toda vez que eu peço a mudança, volto atrás, porque tenho medo do que vai vir. Acho que no fundo a mudança será a morte de alguém próximo, algum acidente de carro, alguma amputação, ou um novo ficante para... enfim. Um novo ataque de ciúmes, se bem que isso não muda nada.
E quando recebo algo que eu quero, tenho de sofre as conseqüências de receber o que eu quero. Cuidado com o que deseja, porque você pode receber.
Estou tentando ver o lado bom disso tudo, mas eu não consigo. Não consigo tirar nada positivo disso. E tenho medo de pedir ajuda, e chagar ao ponto de descobri que tudo vai ficar pior.
E então o que eu faço?
Hoje apresentei um trabalho na faculdade. Depois da apresentação do grupo, uma das minhas colegas de classe me disse: “nosso grupo está desesperado, porque o trabalho de vocês está muito bom, o trabalho de vocês está digno de uma bienal, ele é super contemporâneo! Tanto porque no trabalho anterior, todo mundo se apresentou e foi gradual, o primeiro foi legal, o segundo foi péssimo, o terceiro foi melhor que os outros, e bum! Veio de vocês e foi o ápice. Dessa segunda vez, já começou com o de vocês, já foi o ápice. Qualquer coisa que a gente fizer será uma merda.”
E enquanto ela falava isso, eu escutava e sorria. Por dentro eu pensava: como eu sou uma farsa!!! Se ela soubesse a verdade. Se ela soubesse minha opinião, se soubesse o meu IRA. Se soubesse como tudo está perdendo a base na minha vida.
Será que eu cheguei ao ponto de rejeitar qualquer tipo de felicidade?
Estou criando bloqueios cada vez maiores.
Se eu dou um passo, percebo que causo sofrimento. E isso vai atingindo pessoas além de mim. Está invadindo o espaço de outras pessoas.
Descobri que meu pai parou de comer, pois descobriu que eu sou gay e agnóstico. O que eu posso fazer? Abrir mão de quem eu sou, pois alguém sofre com minhas decisões? Com parte da minha personalidade?
Descobri que afastei a pessoa que mais amo, pois eu estou retirando a liberdade dela. E descubro isso na tão sonhada oportunidade de fugirmos junto, o que tornou nossa viagem a São Paulo quase inválida. Do que adianta as promessas que fazemos um ao outro, se quando elas se tornam verdade a gente ignora, despreza e machuca um ao outro?
Chorei nos momentos mais inapropriáveis e nos instantes mais surpreendentes. Fui pego de surpresa pelo meu próprio lirismo. Cometi um dos meus maiores pudores, que é chorar em público. Duas vezes.
Enfim, que adiante ter uma intimidade, se isso está matando tudo que eu tive?
E eu ainda sequer atingir meu objetivo. Essa carência maldita que tenho. O Felipe que está escondido debaixo de diversas e diversas máscaras sociais.
E a falta que eu tenho de encontrar um namorado decente. Alguém decidido e corajoso. Cansei de lutar por amor. Parece ser uma baboseira sem fim. O estresse psicológico não está cobrindo os prazeres. Os momentos bons estão (muito) menos evidentes que os ruins.
Além do que, como eu posso colocar em alguém tudo que falta em mim?
Ninguém tem a necessidade de lutar por mim, como eu decidi lutar por outros. E resolvi esquecer tudo. Principalmente o rumo das coisas práticas na minha vida.
Algo está errado.
E eu procurei já em outras coisas.
And it’s getting hugely overwhelming, I lay down and wait for the pain to stop. And yet I’m doing nothing with my life, the boredom is only getting worse and the hard part is no longer near. But i guess it’s closing in.
Acho que tenho de começar a ser uma pessoa boa. Talvez seja karma ruim.
O inverno está muito longo.
Mas acho que sou uma criatura da noite, não quero ver sol nenhum nascer. Nunca acreditei que merecia. E, em termos práticos, tudo evidencia essa teoria.
Pois é...
Felipe Silva?!
E descobri que:
| HowManyOfMe.com | ||
|
18 de out. de 2006
Vapor
17 de out. de 2006
Cat Power — The Greatest
"Once I wanted to be the Greatest
No wind or waterfall could stop
And then came the rush of the flood
Stars at night turned you into dust."
Once I wanted to be the Greatest.
Todos adoramos músicos que trabalham descalços, ou só eu?
Relato, possivel conto
E lá, enquanto meus ouvidos doíam, enquanto mastigava o ar para sumir com aquela sensação semi-incômoda, eu procurei em mim algum resquício de sensibilidade. Mentira, um resquício da minha vontade, pois jamais fui algo além de submisso.
Peguei dois aviões esse fim de semana.
Comprei a passagem pela Internet mesmo, dez minutos depois que ele adormeceu. No dia seguinte lavei e passei um cachecol branco. Achei sensato ao menos me disfarçar. Andar pelo aeroporto com meus óculos escuros e um colete de alfaiataria. Posar como yuppie misterioso carregando valise de couro. Vendado pelo Armani máscara de lentes espelhadas e o sapato italiano de bico fino. Quem iria dizer que aquele Jet Set Man em seu terno risca de giz levava, junto do passaporte, um coração partido?
E benzodiazepínicos? E um plano de vingança?
E na Sala de Espera treinei meu inglês falando boarding pass, gate number one. Fiquei atento à chamada, sentei na minha poltrona, 5B. Fasten your seat belt. Sempre gostei desse “fasten” e nas imposições vocálicas que poderia enfatizar e fingir ser outra pessoa. Imitei o comissário de bordo ao falar, fasten your seat belt. Enquanto ele ministrava aquelas mímicas com a mascara de oxigênio, lançava meus olhares desafiadores, flertivos. Armei de pensamentos pornográficos para entrar na minha espiral.
Espiral, símbolo de loucura. Porta de entrada da minha fantasia, onde lá estava algo além da casca. O cerne que se refugiava no cerne de outra casca. O flerte era minha desculpa para, esta noite, ter sobre o lábio a gordura da impressão digital de uma mão que não fosse a minha. Ter no estômago saliva que não fosse minha. Ou de alguém que, depois da recompensa, não voltasse atrás com a palavra, voltasse atrás com a saliva e reclamasse reembolso.
Não sabia que deveria manter um SAC após um ano de casamento. Err.. união civil.
Foi então que o (nem tão) atraente comissário nos instruiu também em espanhol, e aí me senti desatualizado. Aquele pasajeros me sugou de volta mais forte que a entrada da espiral. Entendi, há muito ainda para se aprender. Há muito a se aprender para estar nesse lugar para onde eu fujo.
Calei-me.
Na verdade, meu recém adquirido atributo era a mudez. Silenciei apenas o ator em minha cabeça que tentava atuar em teatro vazio. Ele era desnecessário. Dois concordam.
A fantasia se mostrou ser ornamento e eu virei para janela. Concentrei nas nuvens que agora eram observadas sob o filtro da melancolia que ajustei nos meus olhos. Melancolia era sintoma da seclusão. O isolamento era a chave da minha sensibilidade, pois agora, ela mantém contato com a realidade.
Ornamentos... desenlacei o cachecol do pescoço.
Há muito a se aprender nesse lugar para onde fujo, mas ficar não posso. Saia da cidade, ele me disse antes de voltar a dormir.
12 de out. de 2006
11 de out. de 2006
Mister Saint John just bring your Son!
Finalmente finalmente!
Bem, aqui está. Foi nesta performance, exatamente esta performance, que Tori Amos me atingiu de vez. Foi ouvindo esse arranjo de Caught a Lite Sneeze, que me apaixonei, me fiz entendido.
Tudo está perfeito, a linguagem corporal da Tori, com sua postura encurvada e torta, seu trocar de instrumentos (o detalhe do pé e a olhadinha para ver onde está o pedal são o melhor!), a saia roxa e a dancinha fofa, o estrabismo que ela arranja, o cabelo desgrenhadpo, aquela percusionista hippie e o coral de garotos. Ai Ai.
Porém... o momento que eu não esqueço mesmo é quando a música acaba e ela fala: Son.
Fui conquistado com uma palavra.
O ano era 1996, em 20 de janeiro. E esse vídeo é dificílimo de ser encontrado, não tem nem no VocêTubo.
Get this video and more at MySpace.com
10 de out. de 2006
9 de out. de 2006
Closer
Tive sonhos bons...
Sonhos que eu era criticado por todos.
Sonhos onde as pessoas tentavam se vingar de mim (mas falhavam terrivelmente, por minha capacidade de ser mais critico comigo mesmo do que qualquer outra pessoa é comigo).
Sonhos que eu era um acrobata, um trapezista, um populista.
Sonhos que eu beijava pessoas andróginas no banheiro de casa.
Sonhos que eu estava preso a tudo por elásticos.
Foi bom.
Agora estou acordado.
8 de out. de 2006
I need a hug.
I don't mind where you come from
As long as you come to me
I don't like illusions
I can't see Them clearly
I don't care no I wouldn't dare
To fix the twist in you
You've shown me eventually
What you'll doI don't mind...
I don't care...
As long are you're here
Go ahead tell me you'll leave again
You'll just come back running
Holding your scarred heart in hand
It's all the same
And I'll take you for who you are
If you take me for everything
Do it all over againIt's all the same
Hours slide and days go by
Till you decide to come
However long you stay
Is all that I am
I don't mind...
I don't care...
As long are you're here
Go ahead tell me you'll leave again
You'll just come back running
Holding your scarred heart in hand
It's all the same
And I'll take you for who you are
If you take me for everything
Do it all over again
It's always the same
6 de out. de 2006
O Inferno são Os Outros (quantas vezes vou repetir isso?)
I have to smile, I hate to show
I have to be nice all the time
I have to say: Hello, Baby!
I have to wake up every day
I have to write, I have to shout
I have to play records all night
I in a loop, I am the loop
I have to make up, dress up, show up
Professional professional distortion
I have to sing, I have to tease
I have to kiss so many cheeks
I got the flav, I got the tricks
I have to put guest on the list
I have no right to complain
I have to pretend, to pretend
I have to shine, I have to sign
I have to never trust you blind
Life Taken / Castelos no Ar
I don't know what you want
I don't know what you need
Heaven and Love knows the answer
But, baby, what about me?
And do you really want to see me cry?
Castelos no Ar...
Eu admito que fui derrotado. High five!]
3 de out. de 2006
There's a drift in and out.
Beyond this beautiful horizon, lies a dream for you and I. This tranquil scene is still unbroken by the rumours in the sky. But there's a storm closing in, voices crying on the wind. The serenade is growing colder, breaks my soul, that tries to sing. And there's so many many thoughts when I try to go to sleep; but, with you, I feel a sort of temporary peace. There's a drift in and out.
"...everything is energy; and energy is you and I."
[Como se isso mudasse qualquer coisa...]



