Eu não sei porque eu tenho essa vontade.
Mas no fim, a vontade que eu tenho é de me violentar.
Afundar mais um pouco o estilete na carne e sentir a dor.
Mas no fim, a vontade que eu tenho é de me violentar.
Afundar mais um pouco o estilete na carne e sentir a dor.
Ando me sentindo mau em ser quem sou, e ter os desejos que tenho.
Por que ultimamente é só isto, o erro.
Fundamentalmente, tudo que eu queria era uma forma de sumir com tudo isso.
Eu não sei o porquê, mas tudo que eu tenho sentido é uma dor.
É uma sensação de que eu não mereço nada.
Não mereço as coisas que eu tenho, tampouco as coisas que eu não tenho.
Sinto que as coisas estão desandando, e é terrivelmente cansativo.
Não consigo o controle de nada. E cada passo dificulta a próximo, está cada vez mais difícil seguir em frente. Como se eu estivesse tentando fugir entrando em líqüidos com densidades gradativas. Passar do óleo à água ao mel, ao petróleo, ao piche, até que chegue ao cimento úmido, e ele vá endurecendo comigo dentro.
E é uma coisa muito burra. Sentir que as coisas não mudam. E toda noite eu me deito e peço: —Deus, não é como se eu tivesse pedindo algo material. Só me traga uma mudança. Uma sensação que amanha não será o mesmo de hoje. um alivío psicológico.
E toda vez que eu peço a mudança, volto atrás, porque tenho medo do que vai vir. Acho que no fundo a mudança será a morte de alguém próximo, algum acidente de carro, alguma amputação, ou um novo ficante para... enfim. Um novo ataque de ciúmes, se bem que isso não muda nada.
Por que ultimamente é só isto, o erro.
Fundamentalmente, tudo que eu queria era uma forma de sumir com tudo isso.
Eu não sei o porquê, mas tudo que eu tenho sentido é uma dor.
É uma sensação de que eu não mereço nada.
Não mereço as coisas que eu tenho, tampouco as coisas que eu não tenho.
Sinto que as coisas estão desandando, e é terrivelmente cansativo.
Não consigo o controle de nada. E cada passo dificulta a próximo, está cada vez mais difícil seguir em frente. Como se eu estivesse tentando fugir entrando em líqüidos com densidades gradativas. Passar do óleo à água ao mel, ao petróleo, ao piche, até que chegue ao cimento úmido, e ele vá endurecendo comigo dentro.
E é uma coisa muito burra. Sentir que as coisas não mudam. E toda noite eu me deito e peço: —Deus, não é como se eu tivesse pedindo algo material. Só me traga uma mudança. Uma sensação que amanha não será o mesmo de hoje. um alivío psicológico.
E toda vez que eu peço a mudança, volto atrás, porque tenho medo do que vai vir. Acho que no fundo a mudança será a morte de alguém próximo, algum acidente de carro, alguma amputação, ou um novo ficante para... enfim. Um novo ataque de ciúmes, se bem que isso não muda nada.
E toda aquela antiga fábula do mestre e o bode no meio da sala.
E quando recebo algo que eu quero, tenho de sofre as conseqüências de receber o que eu quero. Cuidado com o que deseja, porque você pode receber.
Estou tentando ver o lado bom disso tudo, mas eu não consigo. Não consigo tirar nada positivo disso. E tenho medo de pedir ajuda, e chagar ao ponto de descobri que tudo vai ficar pior.
E então o que eu faço?
Hoje apresentei um trabalho na faculdade. Depois da apresentação do grupo, uma das minhas colegas de classe me disse: “nosso grupo está desesperado, porque o trabalho de vocês está muito bom, o trabalho de vocês está digno de uma bienal, ele é super contemporâneo! Tanto porque no trabalho anterior, todo mundo se apresentou e foi gradual, o primeiro foi legal, o segundo foi péssimo, o terceiro foi melhor que os outros, e bum! Veio de vocês e foi o ápice. Dessa segunda vez, já começou com o de vocês, já foi o ápice. Qualquer coisa que a gente fizer será uma merda.”
E enquanto ela falava isso, eu escutava e sorria. Por dentro eu pensava: como eu sou uma farsa!!! Se ela soubesse a verdade. Se ela soubesse minha opinião, se soubesse o meu IRA. Se soubesse como tudo está perdendo a base na minha vida.
Será que eu cheguei ao ponto de rejeitar qualquer tipo de felicidade?
Estou criando bloqueios cada vez maiores.
Se eu dou um passo, percebo que causo sofrimento. E isso vai atingindo pessoas além de mim. Está invadindo o espaço de outras pessoas.
Descobri que meu pai parou de comer, pois descobriu que eu sou gay e agnóstico. O que eu posso fazer? Abrir mão de quem eu sou, pois alguém sofre com minhas decisões? Com parte da minha personalidade?
Descobri que afastei a pessoa que mais amo, pois eu estou retirando a liberdade dela. E descubro isso na tão sonhada oportunidade de fugirmos junto, o que tornou nossa viagem a São Paulo quase inválida. Do que adianta as promessas que fazemos um ao outro, se quando elas se tornam verdade a gente ignora, despreza e machuca um ao outro?
Chorei nos momentos mais inapropriáveis e nos instantes mais surpreendentes. Fui pego de surpresa pelo meu próprio lirismo. Cometi um dos meus maiores pudores, que é chorar em público. Duas vezes.
Enfim, que adiante ter uma intimidade, se isso está matando tudo que eu tive?
E eu ainda sequer atingir meu objetivo. Essa carência maldita que tenho. O Felipe que está escondido debaixo de diversas e diversas máscaras sociais.
E a falta que eu tenho de encontrar um namorado decente. Alguém decidido e corajoso. Cansei de lutar por amor. Parece ser uma baboseira sem fim. O estresse psicológico não está cobrindo os prazeres. Os momentos bons estão (muito) menos evidentes que os ruins.
Além do que, como eu posso colocar em alguém tudo que falta em mim?
Ninguém tem a necessidade de lutar por mim, como eu decidi lutar por outros. E resolvi esquecer tudo. Principalmente o rumo das coisas práticas na minha vida.
Algo está errado.
E eu procurei já em outras coisas.
And it’s getting hugely overwhelming, I lay down and wait for the pain to stop. And yet I’m doing nothing with my life, the boredom is only getting worse and the hard part is no longer near. But i guess it’s closing in.
Acho que tenho de começar a ser uma pessoa boa. Talvez seja karma ruim.
O inverno está muito longo.
Mas acho que sou uma criatura da noite, não quero ver sol nenhum nascer. Nunca acreditei que merecia. E, em termos práticos, tudo evidencia essa teoria.
Pois é...

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