29 de out. de 2008

No man is a island

Por que, de repente, tudo se torna tão solitário?
Why it's so sad?


Eu estou perdando a lembrança do seu rosto, já quase não sei como é. E não me é mais presente suas entonações, suas expressões, suas reações. Movimento, só. Somente há o estático. Ou o resgate frio de uma foto digital, pois o único calor é da tela do monitor, não é seu corpo, não é seu rosto, não há seu sorriso.

Ou mesmo sua cara de decepção, ao perceber que sou eu. Aqui, falando contigo.


Sequer consigo reviver ou reacessar as coisas e detalhes que foram o notivo que me fizeram me apaixonar por você. É como filosofia, um objeto que não enxergo, só especulo.

O que foi que me fez sentir? Qual é o estopim daqueles sentimentos?


Será que existe óbito para lembranças? De repente tudo se torna tão distante, perde a intensidade. Que minha paixão, que meu amor se torna algo desbotado. Algo velho. Estou envelhecendo, minha memória e cérebro fracos.

Todos os pontos de referência se diluem.


Eu me transformo nesta ilha, neste pedaço de carne flutuante, sobre qualquer senso de realidade. Embriagado ao mar, isolado em si.


When it got that lonely?

Nenhum comentário: