29 de ago. de 2007

Isn't that strange?


Ontem foi um dia esquisito. E realmente esquisito.

Weird weird weird.

E tudo começou descendo do ônibus, sentar na pracinha. Na hora que começa a tocar Anathema no meu radinho, eis que quem me surge em sua bicicleta? Ai ai, novamente aquele tiro no peito e, junto com o coração, para garganta subiu todas as palavras e assuntos pendentes. As lagrimas foram imediatas. Pra que fui ligar?

E não é que ele não me atendeu, não respondeu as mensagens? E eu desconfio que ele mudou de número, porque se sim, a minha experiência de busca se tornou completamente estéril and unseen para ele. O que explica que quando ele voltou, achei que ele desistiu para conversar, e aquele olhar que ele me deu pode ter agora mil interpretações.

Então matei a aula de francês, fui parar em mil cantos, liguei para mil amigos. E afundei todo mundo na minha depressão. E ironicamente, não era o único deprimido.

Resultado: uma garrafa de vermute Martini, uma garrafa de cachaça Sagatiba, uma garrafa de vodka Excess, uma garrafa de Sprite e várias cervejas Skol. Gone! Juntando a maconha e as piadas internas (Elizabete! Pá! (esse Pá é um tiro e uma futura cena de filme)).

Levei um soco fenomenal. E fenomenalmente, sem aparente explicação, meu amigo Luiz me dá um empurrão que eu simplesmente voei num restaurante, um dos momentos mais constrangedores da minha vida! E ao que parece foi uma verdadeira comotion.

E claro, me mandaram ligar pra CVV, o que eu achei uma sacada genial! Um chessplaying muito bom. E sei valorizar um bom oponente. Touchè!

Mas ao que parece I have no speech, I have no chance to speak, I don’t have the floor and no one understands I got something to say. Just hear it, damm it!!!

Tentei beijar todos e todas. Inclusive os heteros e acabei beijando alguns. Comi doritos sentado no caixa do supermercado (horas depois eu coloquei tudo pra fora e acredite Dorito’s Queijo Nacho não é uma coisa legal de se vomitar). Um amigo meu foi parar no hospital por causa de um tombo. Além do sangue que o cara me empurrou tirou da mão dele numa mordida. Rodamos a cidade inteira a pé e vimos o sol nascer.

Acordei com hematomas.
Senti que eu joguei meu coração no liquidificador.

And I’m so lonely that I’m considerating one of these:





Tudo por causa de um cara na bicicleta. E aquele silêncio ao atravessar a rua juntos. How come that two guys who used to be so intimate and so careful for each other end up hating mutually so much? Talvez aquele olhar fora de medo ou desconforto. Dizem que entre amigos de verdade não existem awkward silences, eles ficam muito bem por momentos de silêncio e sem diálogos, e ele sempre me falava que eu quebrava o clima quando falava alguma coisa quando deveríamos ficar calados (igual no dia que eu deu o Home do The Gathering para ele e ficávamos ouvindo Forgotten Reprise). Bem, aquilo não foi um desses silêncios.

He must hate me a lot at this point.

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