7 de jan. de 2007

Can I call you Billy?

Story Of My First Scar
Para G.M.L.

“Maybe, just one day, I could ran faster.”
T.Amos


1ª - 5/4/2002
2ª - 7/8/2002
3ª - 18/9/2002



Num período de cinco meses. O que eu poderia ter dito? O que seria uma resposta adequada ao que você me disse? O que seria uma atitude apropriada ao como você reagiu?

Back then, I only could stab myself. And I did.

Vivemos nessa era pós-ONU-pró-Direitos-Humanos-viva-a-diversidade-abaixo-a-homofobia-salvem-as-baleias-homens-são-de-marte... but the black fact is, you are really really fucked up if you’re one of them. The outsiders. E ainda eu direi: ignore minha depressão, pois sou apenas um menininho de classe média alta, com QI acima de 100, um gosto de se vestir um tanto peculiar, que estudou em escola particular. E posso te dizer, nunca faltou comida no meu prato.

I get. I can not complain.

Ainda sim, anos depois de ter recebido uma resposta clara (não), ainda não consigo superar um pequeno detalhe.
How can you tell a person something like that, and still get the prize?

O mais humilhante, é que, em uma semana salvei três vidas. Metaforicamente falando claro, não sou nenhum herói. Mas eu fiz o que nenhuma outra pessoa teve coragem de fazer e assim consegui — numa visão econômica, com o menor esforço possível produzindo o maior beneficio coletivo possível, eficiência — fazer o máximo para que 4 pessoas, cujos desejos mais instintivos nunca são controlados, voltem para casa felizes por terem conseguido o que realmente queriam.

You’ve got the prize, dear! ‘Cause, well, I’m not winning. I could really starve myself and do charity work yo release this demon of mine. And I know you really will not deny that you have considered me the demon itself.

Fui aplaudido, fui o cara que, com sua coragem, desbravou o grandes mares, matou o dragão, deu um corretivo no vilão e salvou a mocinha. Ou melhor, o mocinho. Ou melhor a mocinha (aquele viado filho da puta que nunca sabe o que quer e veio me dizer que me amava). Hoje o que eu sou? O salvador, o melhor amigo, o altruísta. Não foi dito que o anticristo, ele próprio, seria visto como profeta?

If i’m wrong I can not tell, i’m not a catholic.

Às vezes me pergunto, será que ninguém entendeu ainda? It’s really not that clear? Alguém que me conhece tanto, não conseguiu entender o que significava aquele pedido, aquele beijo?

A diferença qual é? Bem, não sou famoso, não foi no 7th grade (foi no segundo ano), não tenho (ainda) nenhum vestido de festa cor pêssego, e seu nome não é Billy.
Você me bateria se eu te chamasse de Billy?

"I wanna smash the faces of those beautiful boys, those Christian boys. So, you can make me cum, that doesn’t make you Jesus."

No fim das contas, não quis ser entendido. Só quis ser escutado. Só quis satisfazer meu ego. Assim como massageava o seu, da forma mais desconfortável possível. Quis que você fizesse parte da coisa mais arrogante que eu poderia fazer. Quando me calo, lembro do ano de 2002 e aqueles três envelopes. Entrego para você mais um pedaço da minha humilhação. My personal statement as the most obnoxious-ridiculous-strange-bad-cocksucker-masochist art-student.

E você me disse o que me disse. Você fez o que você fez. Naquela noite peguei a navalha e me fiz o primeiro corte. A culpa é sua.

Não se preocupe, no entanto, meu caro(s). Eu tive meu troco. Eu fugi. Eu sumi e me vinguei. E levo na cara. Eu a meti contra o muro. Constantemente. Esta noite choro, indefeso, no tapete da sala. À minha direita, um estilete de 40 reais; à esquerda, três envelopes.

Em honra ao seu nome.


































They will meet you in five years.


F.Colmenero
[ao som de Precious Things, por Tori Amos]




(Veja o vídeo. Leia a letra. Ilustre a metáfora.)

Um comentário:

Anônimo disse...

Ok.
Got it.