Dois Mil e Seis.
Por F.Colmenero. 12/11/2006 (versão não editada)
Foi no ano de dois mil e um que descobri que o mês de novembro seria o mais complicado. E sempre acreditei que ele fora. Complicado.
Um mês. Um mês por completo. E um mês antes do fim.
Nunca gostei de anos pares.
Resolvi acreditar que os anos pares seriam os mais intensos. Os anos pares seriam os mais sôfregos.
Se eles foram?
Bem... uma coisa eu digo: the rollercoaster should stop righ now.
É bom, um tanto de aventura, mas ninguém agüenta tanto. Com tanto álcool na cabeça, ninguém agüenta tanto.
Foi no ano de 2001 que descobri que novembros seriam o mês mais difícil no ano. E hoje...
Hoje foi difícil. Porem, em questão de horas eu voltei.
12/11/2006
Cinco da manhã. Coloquei em meu sofridamente pago IPod, uma música.
Aquela musica, fazia tanto tempo que não a ouvia.
E por mais que não a ouvisse, não a sentia.
Hoje me deitei. E a ouvi. Cada som, cada grave, cada arranhar na harpa. Cada nuance eletrônica. Cada passo noturno. Hoje a ouvi e voltei ao ano de 2003. Um ano impar. Um ano que realmente pude entender que a felicidade e a paz estavam dentro de mim.
Foi o ano que descobri coisas simples. Foi um ano que eu deixei de refletir nos outros a minha calma. E de repente eu era um ser pleno. Um ser completo.
Foi lá que respeitei meu tempo. Não me forcei a gostar de alguma coisa por causa da moda ou da obrigação social. Foi o ano que eu finalmente ouvi uma amiga e amadureci.
Respirei.
Respirei, respirei, respirei. Libertei os demônios. Eu chorei tanto. E estava lá. Dentro daqueles sons. Eu sei que tantos escutam a mesma musica, e tantos falam que não a entendem, ou mesmo que a entendem perfeitamente.
Mas a perfeição. Essa sim, existia dentro de mim. Existia dentro de um espaço-tempo que era só meu. E no instante era dois mil e três. Dezessete anos, voltando para casa de metrô, no primeiro semestre do terceiro ano, vendo filmes na segunda feira no cinema do parkshopping. E por 14 reais. Levando para casa um CD da Björk. Era 2003 e aquela música dizia para mim: você consegue caminhar mais um passo. Mais um passo no ritmo desse baixo. E quando ela gritar você irá corresponder.
Era só o que eu precisava. Um momento a só. Um momento que pudesse dizer: e desde quando eu precisei de alguém para me sentir completo?
Era minha cama, era minha cama. Era meu discman quebrado, era meu cd arranhado. Era a primeira musica que eu baixei no emule. Era aquele divorcio que eu ainda não havia superado. Era o futuro, era agora.
Era novembro e eu dizia:
— esse ano há de acabar!
Dois mil e seis.
Um mês. Um mês por completo. E um mês antes do fim.
Nunca gostei de anos pares.
Resolvi acreditar que os anos pares seriam os mais intensos. Os anos pares seriam os mais sôfregos.
Se eles foram?
Bem... uma coisa eu digo: the rollercoaster should stop righ now.
É bom, um tanto de aventura, mas ninguém agüenta tanto. Com tanto álcool na cabeça, ninguém agüenta tanto.
Foi no ano de 2001 que descobri que novembros seriam o mês mais difícil no ano. E hoje...
Hoje foi difícil. Porem, em questão de horas eu voltei.
12/11/2006
Cinco da manhã. Coloquei em meu sofridamente pago IPod, uma música.
Aquela musica, fazia tanto tempo que não a ouvia.
E por mais que não a ouvisse, não a sentia.
Hoje me deitei. E a ouvi. Cada som, cada grave, cada arranhar na harpa. Cada nuance eletrônica. Cada passo noturno. Hoje a ouvi e voltei ao ano de 2003. Um ano impar. Um ano que realmente pude entender que a felicidade e a paz estavam dentro de mim.
Foi o ano que descobri coisas simples. Foi um ano que eu deixei de refletir nos outros a minha calma. E de repente eu era um ser pleno. Um ser completo.
Foi lá que respeitei meu tempo. Não me forcei a gostar de alguma coisa por causa da moda ou da obrigação social. Foi o ano que eu finalmente ouvi uma amiga e amadureci.
Respirei.
Respirei, respirei, respirei. Libertei os demônios. Eu chorei tanto. E estava lá. Dentro daqueles sons. Eu sei que tantos escutam a mesma musica, e tantos falam que não a entendem, ou mesmo que a entendem perfeitamente.
Mas a perfeição. Essa sim, existia dentro de mim. Existia dentro de um espaço-tempo que era só meu. E no instante era dois mil e três. Dezessete anos, voltando para casa de metrô, no primeiro semestre do terceiro ano, vendo filmes na segunda feira no cinema do parkshopping. E por 14 reais. Levando para casa um CD da Björk. Era 2003 e aquela música dizia para mim: você consegue caminhar mais um passo. Mais um passo no ritmo desse baixo. E quando ela gritar você irá corresponder.
Era só o que eu precisava. Um momento a só. Um momento que pudesse dizer: e desde quando eu precisei de alguém para me sentir completo?
Era minha cama, era minha cama. Era meu discman quebrado, era meu cd arranhado. Era a primeira musica que eu baixei no emule. Era aquele divorcio que eu ainda não havia superado. Era o futuro, era agora.
Era novembro e eu dizia:
— esse ano há de acabar!
Dois mil e seis.

Um comentário:
Relaxa...
Já tá acabando!
;]
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