Pois é... é mais ou menos isso. Você está lá, ao lado dessa pessoa, cumprindo a promessa que você fez de sempre nutri-la, sempre cuidá-la, apóia-la e ama-la incondicionalmente. Ser parceiro, amante, amigo, família, professor, aluno, louco, critico, inimigo intimo. Ser único.
Perfeito, é meu trabalho e faço isso com honra e prazer!
Mas ai, a pessoa se enche de ego e vaidade. Pensa que nunca vai te perder. Então passa a ser negligente, a deixar tudo para depois, a fazer tudo nas coxas, pois sabe: — ah, ele disse que nunca vai se cansar de mim. Ah, ele sempre me perdoa. Ah, ele é paciente. Ah, ele me ama. Ah, eu estou no controle disso, no controle da relação. Ah, ele é louco por mim. Ele sempre vai está ao meu lado, não importa o quão idiota eu aja, quantas burrices eu faça.
Pois então... uma hora a gente cansa, não? Não é cansar de esperar, cansar de amar, paciência se foi. De repente, a sensação que fica é que você esta levando as coisas a sério e o outro, não. Simples. Muitíssimo simples. E a coisa é assim: criança tem de crescer, e se já passou do tempo, fica para trás. Infantilidade tem hora.
[I want to be elastic for you, but enough is enough.]
A parada é que eu estou quebrando o meu padrão. Estou cansado de ficar IMPLORANDO por dez minutos de atenção. De fazer das tripas, coração. Deixar coisas que são importantes para depois, porque o outro tem sono, não está afim, tem medo e covardia.
Eu penso assim: você tem de ficar atento às coisas que são de sua responsabilidades. Elas não existem por si só. E sempre tem outra pessoa de olho no que é seu. E se você não alimenta, eu vou ser obrigado a procurar em outro lugar. O que está acontecendo é exatamente: passou o dia e tudo que lembro é que pessoa L foi carinhosa comigo, veio aqui em casa, perguntou como eu estava, me deu atenção, deitou na cama comigo, cochilamos um pouco, fez carinho na minha cabeça e quando foi embora deixou um monte de pirulitos escondido na minha bolsa. Enquanto a pessoa P (que é a pessoa mais importante para mim) fez: . Isso mesmo. Nada. Rejeitou meu abraço, não quis conversas comigo porque não estava afim, deixou de me ver pois estava com preguiça. Sem falar que eu paguei o almoço dela, pois esquecera a carteira em casa. E eu não me incomodo de pagar o almoço, mas no fim parece que eu joguei dinheiro fora, pois quando eu fui comprar pirulitos para mim, não tinha dinheiro mais porque gastei com pessoa B, mas ainda bem que a pessoa P deixou uns para mim, sem eu pedir. No fim do dia eu não tenho nada positivo para lembrar da pessoa L.
[Quem você prefere ficar: pessoa L ou pessoa P?]
Estou guardando um pote de doce de leite para a gente comer junto, mas ele está ficando cada dia mais perto da data de validade. O que eu posso fazer com isso? Ou como com outra pessoa, ou como sozinho ou meto a porra do doce de leite numa câmara criogênica! A ironia é que eu sequer gosto de doce de leite.
Parafraseando o filme Eu, Você e Todos Nós (uma palavra: assista!): “Call me, you fucker! We have a whole life together, but it won’t start if you don’t call!”
Então é isso, cultive o que você quer que seja eterno porque no fim se você perder você só tem a se culpar. E lidar com peso na consciência deixa as pessoas loucas e deprimidas.
E finalmente, que amor incondicional é esse que necessita da condição do outro corroborá-la? Sim, seria hipocrisia da minha parte (apesar do meu cinismo, tenho ética e nem um pingo de preguiça moral. Mesmo não sendo uma pessoa ortodoxa, tenho ética de pessoa heterodoxa.). A grande questão é: mantenho uma promessa sim, mas qual é a validade da minha promessa se você não a aceita, a ignora? Meu compromisso se torna uma promessa esquálida, inválida, atrofiada, catatônica, paraplégica. Ela não vai existir sem uma bomba de oxigênio, uma cadeira de rodas e/ou uma rede de segurança.
Não tenho grana para tudo isso, meu caro.
[Você está se tornando mais um Luiz, mais um Rodrigo, duas pessoas que você sabe que eu odeio por não ter um pingo de caráter e eu não faço a questão de sequer atender o telefone.]
“We’ll be the worst of the best friends”
Perfeito, é meu trabalho e faço isso com honra e prazer!
Mas ai, a pessoa se enche de ego e vaidade. Pensa que nunca vai te perder. Então passa a ser negligente, a deixar tudo para depois, a fazer tudo nas coxas, pois sabe: — ah, ele disse que nunca vai se cansar de mim. Ah, ele sempre me perdoa. Ah, ele é paciente. Ah, ele me ama. Ah, eu estou no controle disso, no controle da relação. Ah, ele é louco por mim. Ele sempre vai está ao meu lado, não importa o quão idiota eu aja, quantas burrices eu faça.
Pois então... uma hora a gente cansa, não? Não é cansar de esperar, cansar de amar, paciência se foi. De repente, a sensação que fica é que você esta levando as coisas a sério e o outro, não. Simples. Muitíssimo simples. E a coisa é assim: criança tem de crescer, e se já passou do tempo, fica para trás. Infantilidade tem hora.
[I want to be elastic for you, but enough is enough.]
A parada é que eu estou quebrando o meu padrão. Estou cansado de ficar IMPLORANDO por dez minutos de atenção. De fazer das tripas, coração. Deixar coisas que são importantes para depois, porque o outro tem sono, não está afim, tem medo e covardia.
Eu penso assim: você tem de ficar atento às coisas que são de sua responsabilidades. Elas não existem por si só. E sempre tem outra pessoa de olho no que é seu. E se você não alimenta, eu vou ser obrigado a procurar em outro lugar. O que está acontecendo é exatamente: passou o dia e tudo que lembro é que pessoa L foi carinhosa comigo, veio aqui em casa, perguntou como eu estava, me deu atenção, deitou na cama comigo, cochilamos um pouco, fez carinho na minha cabeça e quando foi embora deixou um monte de pirulitos escondido na minha bolsa. Enquanto a pessoa P (que é a pessoa mais importante para mim) fez: . Isso mesmo. Nada. Rejeitou meu abraço, não quis conversas comigo porque não estava afim, deixou de me ver pois estava com preguiça. Sem falar que eu paguei o almoço dela, pois esquecera a carteira em casa. E eu não me incomodo de pagar o almoço, mas no fim parece que eu joguei dinheiro fora, pois quando eu fui comprar pirulitos para mim, não tinha dinheiro mais porque gastei com pessoa B, mas ainda bem que a pessoa P deixou uns para mim, sem eu pedir. No fim do dia eu não tenho nada positivo para lembrar da pessoa L.
[Quem você prefere ficar: pessoa L ou pessoa P?]
Estou guardando um pote de doce de leite para a gente comer junto, mas ele está ficando cada dia mais perto da data de validade. O que eu posso fazer com isso? Ou como com outra pessoa, ou como sozinho ou meto a porra do doce de leite numa câmara criogênica! A ironia é que eu sequer gosto de doce de leite.
Parafraseando o filme Eu, Você e Todos Nós (uma palavra: assista!): “Call me, you fucker! We have a whole life together, but it won’t start if you don’t call!”
Então é isso, cultive o que você quer que seja eterno porque no fim se você perder você só tem a se culpar. E lidar com peso na consciência deixa as pessoas loucas e deprimidas.
E finalmente, que amor incondicional é esse que necessita da condição do outro corroborá-la? Sim, seria hipocrisia da minha parte (apesar do meu cinismo, tenho ética e nem um pingo de preguiça moral. Mesmo não sendo uma pessoa ortodoxa, tenho ética de pessoa heterodoxa.). A grande questão é: mantenho uma promessa sim, mas qual é a validade da minha promessa se você não a aceita, a ignora? Meu compromisso se torna uma promessa esquálida, inválida, atrofiada, catatônica, paraplégica. Ela não vai existir sem uma bomba de oxigênio, uma cadeira de rodas e/ou uma rede de segurança.
Não tenho grana para tudo isso, meu caro.
[Você está se tornando mais um Luiz, mais um Rodrigo, duas pessoas que você sabe que eu odeio por não ter um pingo de caráter e eu não faço a questão de sequer atender o telefone.]
“We’ll be the worst of the best friends”

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