Sai do templo budista, deixei um amigo em casa, lá está eu: o Felipe, sempre otimista, sempre sociável e de bom humor.
E por dentro, dilacerado.
Sinto que cada órgão interno caiu no liquidificador. Virou carne triturada, e bebi de volta. Me escorei no banco do motorista e entrei no transe do eixão. A long road back home.
E ultimamente só tenho falado por meio de letras de música nesse blogue, não? Não queria ser tão hermético e tão anônimo. Quando minhas máscaras cairão?
Por sorte consegui pegar a locadora aberta. Loquei três dos meu filmes prediletos e nostálgicos, para fazerem companhia aos meus midnights-cups-of-coffee-with-Parliements-cigarrettes.
Ai, difícil, agridoce nostalgia.
[ouvindo Sometime Later, por Alpha]
A música é em homenagem a esse amigo, não só por tê-la me apresentado como, especialmente, por me fazer homericamente melhor com apenas um carinho em meu tornozelo. Apesar de comprometido, senti que sua simpatia/empatia singela me faz muito bem. E por saber que, de tão solitário e perdido que estou, um leve toque de dedos por cima da calça jeans me fez mais aliviado do que ouvir, do cara que eu amo, um ‘eu te amo’ — que se comprovou ser completamente esquálido e deficiente — semana passada. Há quanto tempo não era abraçado de uma forma honesta? Há quanto tempo que alguém teve a coragem de fugir do pudor e assumir ternura por mim em público? Há quanto tempo meu afeto existe sob a forma de segredos?
Ai... sou tão besta.
E por dentro, dilacerado.
Sinto que cada órgão interno caiu no liquidificador. Virou carne triturada, e bebi de volta. Me escorei no banco do motorista e entrei no transe do eixão. A long road back home.
E ultimamente só tenho falado por meio de letras de música nesse blogue, não? Não queria ser tão hermético e tão anônimo. Quando minhas máscaras cairão?
Por sorte consegui pegar a locadora aberta. Loquei três dos meu filmes prediletos e nostálgicos, para fazerem companhia aos meus midnights-cups-of-coffee-with-Parliements-cigarrettes.
Ai, difícil, agridoce nostalgia.
[ouvindo Sometime Later, por Alpha]
A música é em homenagem a esse amigo, não só por tê-la me apresentado como, especialmente, por me fazer homericamente melhor com apenas um carinho em meu tornozelo. Apesar de comprometido, senti que sua simpatia/empatia singela me faz muito bem. E por saber que, de tão solitário e perdido que estou, um leve toque de dedos por cima da calça jeans me fez mais aliviado do que ouvir, do cara que eu amo, um ‘eu te amo’ — que se comprovou ser completamente esquálido e deficiente — semana passada. Há quanto tempo não era abraçado de uma forma honesta? Há quanto tempo que alguém teve a coragem de fugir do pudor e assumir ternura por mim em público? Há quanto tempo meu afeto existe sob a forma de segredos?
Ai... sou tão besta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário