17 de jul. de 2006

A saudade de alguém ainda presente

Sabe aquelas musicas cuja letra é tão vaga que, dependendo de quem lê, podem significar um monte de coisa?

Pois então, é assim que eu vejo A Ponta de um Iceberg, do Jay Vaquer. Pode significar um monte de coisa, e no momento significa algo bem especifico:

Fazer demais.

É o que eu faço, faço demais. Tento demais, dou chances demais, perdôo demais, presenteio demais, demonstro paciência, amor, tolerância, importância demais.

Por demasiado disponível.

E de qualquer forma, ele existe.

E agora no meu iTunes, enquanto eu faço canjica lá pelas uma da manhã, só consigo escutar essas musiquinhas serenas, tristes, serenas, melancólicas, serenas, solitárias, serenas, trôpegas...

Tudo que fiz... e o quanto eu tentei, o quanto eu me esforçei. And what have I gained?

Consciência limpa? Sim. Mas para que isso me serve? O que eu faço com isso, hein, me diga?

Estou e sou em essência Trôpego, mas posso disfarçar-me de Força e Vicissitude.

[ouvindo Desired Constelation, por Björk]
[ouvindo A Ponta de um Iceberg, por Jay Vaquer]
[ouvindo Spiralling, por Antony & The Johnsons]
[ouvindo Inverno, por Adriana Calcanhotto]

2 comentários:

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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