Once I wanted to be the greatest.
E em vários momentos eu fui. Eu fui o melhor.
Sou o mais inteligente, sou o mais esperto, sou o mais maquiavélico, sou o mais sincero, sou o mais gentil, sou o mais romântico, sou o mais ativo, sou o mais conselheiro, sou o mais amigo, sou o mais forte, sou o mais resistente.
Sou mentor.
Sou irmão.
Sou amante.
Sou salvador.
Sou estóico.
O mártir.
E quando essa espera vai acabar?
Até quando eu vou continuar ganhando coisas que eu não quero? Só quero uma coisa, que é o único que me falta. E vejo o prêmio, que por direito e merecimento é meu, ser vendido a um preço medíocre, espartano, frugal.
"Once I wanted to be ter greatest
No wind or waterfall could stop me
And then came the rush of the flood
Stars at night turned you to dust."
E a conquista virou pó. Estou à espera do que mereço, pois vi que ele não o é. Meu receio é confirmar a discreta suspeita que o que mereço é o que já tenho: a espera propriamente dita. E ainda estou aqui, em prejuízo.
Contemplar o nada.
Fico à janela encarando o ontem.
E toda vontade se foi, toda paixão se foi, todo calor se foi.
Estou retornando à minha serenidade, ao meu isolamento, ao meu descanso.
Estou em processo de finalização do semestre, dos trabalhos. Concluindo.
E concluso está essa paixão. A antiga fé de que eu e ele estaríamos unidos como uma só carne e com isso viria minha homérica satisfação.
Não sou completo.
E contigo jamais serei.
[ ao som de Feel So Different, de Sinead O' Connor; The Greatest, de Cat Power; Sympathetic Character, de Alanis Morissette. ]
21 de jul. de 2006
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2 comentários:
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