10 de set. de 2009

Thursday (Or we're all together in and with our loneliness)

Renata foi deixar Felipe e Claudinha no sudoeste.

Claudinha foi buscar a filha e vai dormir, pois trabalha cedo.

Felipe foi dormir na casa do Luiz, e não me acompanhou porque trabalha cedo, mas como se fosse pretexto. Ou sim.

Renata tem aula pela manhã.

Alice teve de pegar ônibus e está economizado para a sexta.

O namorado da Daniela foi pro Canadá ontem, mas ela precisa ser babysitter dos espanhóis e foi para o Museu, por isso vai ficar presa na Área VIP do Cena Contemporânea.

Laura, irmã da Dani, não tem aula pela manhã, mas provavelmente está com o namorado recém oficializado.

Mônica foi ao Parkshopping com o filho. Giovanna está na filmagem do curta-metragem. Maryella está em casa, em taguatinga.

Patrícia foi na Tok&Stok comprar uma estante e depois vai deixar o namorado em casa, mas volta cedo pois mora longe e tem aula pela manhã.

Sérgio e Nicolaus foram para o Calaf, e eu tenho algo contra ao Calaf. Plus não quero beber e dirigir.

O João está solteiro, mas isso é terreno obscuro.

Izadora está estudando e escrevendo a dissertação do mestrado. Juliana, talvez com o namorado, mas ela não atende o telefone a essa hora.

Andrei, bem... Andrei parece que não vai dar certo. Além de ser menor de idade, ele tem de ir pro colégio amanhã.

O MSN deu pane nacional.

Pedro está com o Luã, provavelmente. E mesmo se não estiver, ele não quer me ver (mas um dia quem sabe?). Penso em ligar, uma volta no parque, quem sabe? No entanto, lembro que se eu o fizer nosso karma-dinâmica-joguinho-de-xadrez-socio-emocional vai desandar (afinal você tem de ser vacant and oblivious and avoidant and cynical and...). Simplesmente é desprazeroso, muito desprazeroso esse guilt tripping, além de ser um hábito burro e desnecessário. Eu quero estar com ele, mas não quero estar com ele.

E André não me ligou.











Ninguém, portanto, pôde ir comigo ao Mittelalter hoje à noite. Estaciono, até contemplo sentar e beber um vinho temperado, afinal: eu não nasci grudado à ninguém mesmo... Mas essa vontade logo passa, volto ao meu carro. De repente, em uma música da Kate Nash (que segundo o Last.fm, eu ouvi 34 vezes em um dia) transforma empolgaçao naquela conhecida melancolia agridoce. Volto pra casa pensando, posso aproveitar o engov previamente ingerido e curtir uma noite de álcool e criatividade textual na solitude de casa.

Estaciono no meu brasiliense prédio H na minha brasiliense superquadra norte.


Quinta-feira.


It's thursday night in this town and these, well these are my friends, when I am alone. Não se engane, no caminho de casa, eu senti que estava muito feliz (a melancolia é agridoce, lembra? Há uma parte doce, há.). Hoje não, mas somos permanentes, caríssimo, somos seus amigos, meu amigo.

O que me conforta é que não estou sozinho entre os solitários. Todos meus amores, meus fraternos, até os comprometidos, estamos todos sozinhos nesse jogo. Exergue o indivíduo.

I'm not alone among the loners. We are all together in our loneliness, and is not killing us (except Britney Spears, maybe).

Especialmente à mim, cujo narcisismo é incomensurável, porém incólume.






É quinta-feira em Brasília.
Good night, folks, 'till tomorrow, although most of us won't be sleeping until is dawn.