30 de nov. de 2006

Vai ser isso a noite toda





















Your Political Profile:


Overall: 30% Conservative, 70% Liberal
Social Issues: 25% Conservative, 75% Liberal
Personal Responsibility: 25% Conservative, 75% Liberal
Fiscal Issues: 25% Conservative, 75% Liberal
Ethics: 0% Conservative, 100% Liberal
Defense and Crime: 75% Conservative, 25% Liberal

Em compensação...




You Are Incredibly Logical



Move over Spock - you're the new master of logic

You think rationally, clearly, and quickly.

A seasoned problem solver, your mind is like a computer!




You Are 76% Evil



You are very evil. And you're too evil to care.

Those who love you probably also fear you. A lot.

Tudo isso porque eu não gosto de crianças?

21 de nov. de 2006

"I have read the right books to interpret your looks"

The right song in time.

Essa segunda feira foi produtiva. Consegui me associar e entender liricamente alguns novos artistas e seus trabalhos. Estão: Thom Yorke e seu The Eraser; Front 242 e o movimento EBM; Sean Lennon com Friendly Fire; Owen Pallett e o seu projeto solo Final Fantasy; no mesmo path ‘violino e pedal’, o multiinstrumentista Andrew Bird; e a harpista, harpiscordista, pianista e cantora Joanna Newsom.

Lirismos lirismos lirismos.

Em destaque ficou a música: Peach, Plum, Pear. É de autoria de Joanna Newsom. No entanto, a arquitetura do violino e pedal de Owen Pallatt conquistou um cover (quase) no mesmo patamar da original.

Ficam aqui os dois.



Joanna Newsom — Peach, Plum, Pear (clipe não oficial)



Final Fantasy (Owen Pallett) — Peach, Plum, Pear.

"I have read the right books to interpret your looks.
You were knocking me down with the palm of your eye.

And I am blue, I am blue, and unwell,
Made me bolt like a horse.

Am I so dear?
Do I run rare?
And you've changed some:
Peach, plum, pear."

17 de nov. de 2006

...And getting burned.

"I guess I'm an underwater thing,
So I guess I can't take it personally."
Tori Amos — Liquid Diamonds
"It's not going to stop untill you wise up.
No, it's not going to stop, so just give up."
Aimee Mann — Wise Up
Às vezes, para se salvar o resto do corpo, é preciso amputar um membro. Difícil ter de se adaptar, ser uma pessoa que não tem uma perna ou duas, aprender a viver com delimitações, contornar todas as conseqüências. Normalmente não é nem uma escolha: ou perde-se o braço, ou perde-se tudo. Ninguém quer morrer, não? Dói, mas a fala no fim é: — Então... faça, doutor, faça!

É assim, metafórico, que meu discurso começa. Não se pode ter apego. Tem de ser bruto, pegar a serra e seguir em frente. Rasga-se a carne, from the inside out.

A gente se arrisca. Luta por um desejo. Luta por uma vontade. Luta por uma loucura. Luta por um impulso. E faz. Sometimes we really get what we wanted. We receive, and enjoy it. But, sometimes, later we realize: it wasn’t that great.

But now, the damage is done. O frio foi severo demais. O calor foi intenso demais. E o choque térmico, foi tudo exceto benéfico. Um longo inverno fechado por um homérico incêndio. Um acidente. Agridoce. Um prazeroso acidente.

E está ai o resultado.

Sei não, mas parece que meu destino é ser perneta.








Fruto efêmero do desejo.
Fogo de palha. Passou muito rápido.
Qualitativamente, as cinzas são as mesmas.
Juntos, podíamos ter aproveitado muito mais.
Juntos, podíamos ter sofrido muito mais.


[ao som de Wise Up, por Aimee Mann]
[ao som de Liquid Diamonds, por Tori Amos]

Watching closely...

Aimee Mann — Wise Up
It's not what you thought,
When you first began it.
You got what you wanted.
Now you can't hardly stand it, though,
By now, you know it's not going to stop.
'Till you wise up.
You're sure, there's a cure.
And you finally found it.
You think one drink would shrink you to your underground.
And living down, but it's not going to stop.
No it's not going to stop.
'Till you wise up.
Prepare a list for what you need,
Before you sigh away the deed,
'Cause its not going to stop.
'Till you wise up.
No, it's not going to stop untill you wise up.
No, it's not going to stop, so just give up.


14 de nov. de 2006

Sobre relacionamentos e solidão: Texto introspectivo para (des)ler no feriado ao som de uma belíssima canção de Björk

Para relembrar as antigas reflexões de LPT, um doce texto roubado de Elenita, em Seredipities. Faço as dela, minhas palavras.

"Outro dia conversava com uma amiga que dizia que estava cansada de ficar sozinha e que não aguentava mais não namorar. Disse a ela que ela continuava sozinha porque era do desejo dela. Ela relutou e disse que eu não sabia de nada. E o fato é que por muito tempo pensei como ela.
Mas quando alguém se sente sozinho ou está descontente com a vida, muitos especialistas costumam sugerir uma checagem sincera da vida emocional e afetiva. As perguntas "por que estou sozinho?", "porque não consigo encontrar alguém para mim?" passam então a ser substituídas por "o que fiz com minha vida?, "que pessoas eu encontrei e quais eu não me permiti encontrar?", "o que estou buscando?", "quem estou realmente buscando?", ou mesmo "quero ter alguém neste momento em minha vida?". E a verdade é que todas as escolhas que fazemos estão sempre ligadas a nossos desejos, sejam eles conscientes ou não.
Se hoje temos alguém a nosso lado que não nos satisfaz, ou que nos traz algum sofrimento, certamente esta pessoa atende a alguma outra necessidade que talvez pouco percebamos, mas que no momento é a mais importante e a mais forte. Se não temos ninguém a nosso lado pode ser porque, de alguma forma, preferimos isso; ou por medo, ou por egoísmo, ou por achar que ninguém é bom o suficiente, ou por algum outro motivo de que nem temos consciência ainda. Mas é sempre uma escolha NOSSA. Ninguém está fadado a ficar sozinho; a solidão afetiva é uma escolha pessoal como a maior parte dos caminhos que tomamos na vida. Ela não é obra do acaso ou da falta de sorte. A gente escolhe estar sozinho ou acompanhado baseado no nosso entendimento daquilo que é melhor para nós e daquilo que não vai nos fazer sofrer.
Disse essas coisas pra minha amiga, mas acho que no final das contas quis dizer foi mesmo para mim. Tento me convencer todos os dias de que as histórias (im)possíves e (ir)realizavéis que escolho ou invento são mesmo apenas fruto da minha mais íntima vontade. Se uma pessoa sempre projeta sobre o que não pode ter, no fundo ela não pode querer ter, certo? Da mesma forma que a conversa, acho que talvez também seja para mim, e apenas para mim, que hoje posto Björk e a reflexão que ela traz com esta música. All is full of love.... A gente só não vê se não quiser. No fundo, é simples assim."

12 de nov. de 2006

Björk — All Is Full Of Love

All Is Full Of Love — Björk

You'll be given love.
You'll be taken care of.
You'll be given love.
You have to trust it.

Maybe not from the sources,
You have poured yours
.
Maybe not from the direction,
You are staring at.

So twist your head around.
It's all around you.
All is full of love.
All around you.

All is full of love,
You just ain't receiving.
Your phone is off the hook.
Your door are all shut.

2006

Dois Mil e Seis.
Por F.Colmenero. 12/11/2006 (versão não editada)
Foi no ano de dois mil e um que descobri que o mês de novembro seria o mais complicado. E sempre acreditei que ele fora. Complicado.

Um mês. Um mês por completo. E um mês antes do fim.

Nunca gostei de anos pares.
Resolvi acreditar que os anos pares seriam os mais intensos. Os anos pares seriam os mais sôfregos.

Se eles foram?


Bem... uma coisa eu digo: the rollercoaster should stop righ now.

É bom, um tanto de aventura, mas ninguém agüenta tanto. Com tanto álcool na cabeça, ninguém agüenta tanto.



Foi no ano de 2001 que descobri que novembros seriam o mês mais difícil no ano. E hoje...
Hoje foi difícil. Porem, em questão de horas eu voltei.



12/11/2006

Cinco da manhã. Coloquei em meu sofridamente pago IPod, uma música.
Aquela musica, fazia tanto tempo que não a ouvia.
E por mais que não a ouvisse, não a sentia.

Hoje me deitei. E a ouvi. Cada som, cada grave, cada arranhar na harpa. Cada nuance eletrônica. Cada passo noturno. Hoje a ouvi e voltei ao ano de 2003. Um ano impar. Um ano que realmente pude entender que a felicidade e a paz estavam dentro de mim.

Foi o ano que descobri coisas simples. Foi um ano que eu deixei de refletir nos outros a minha calma. E de repente eu era um ser pleno. Um ser completo.

Foi lá que respeitei meu tempo. Não me forcei a gostar de alguma coisa por causa da moda ou da obrigação social. Foi o ano que eu finalmente ouvi uma amiga e amadureci.

Respirei.


Respirei, respirei, respirei. Libertei os demônios. Eu chorei tanto. E estava lá. Dentro daqueles sons. Eu sei que tantos escutam a mesma musica, e tantos falam que não a entendem, ou mesmo que a entendem perfeitamente.

Mas a perfeição. Essa sim, existia dentro de mim. Existia dentro de um espaço-tempo que era só meu. E no instante era dois mil e três. Dezessete anos, voltando para casa de metrô, no primeiro semestre do terceiro ano, vendo filmes na segunda feira no cinema do parkshopping. E por 14 reais. Levando para casa um CD da Björk. Era 2003 e aquela música dizia para mim: você consegue caminhar mais um passo. Mais um passo no ritmo desse baixo. E quando ela gritar você irá corresponder.

Era só o que eu precisava. Um momento a só. Um momento que pudesse dizer: e desde quando eu precisei de alguém para me sentir completo?

Era minha cama, era minha cama. Era meu discman quebrado, era meu cd arranhado. Era a primeira musica que eu baixei no emule. Era aquele divorcio que eu ainda não havia superado. Era o futuro, era agora.

Era novembro e eu dizia:

— esse ano há de acabar!


Dois mil e seis.

Suicidas...

Um bando de idiota, não sabem do que estão falando.

Ask me, you fucking little idiot!

Mas não, não não ele nunca ouve; ele nunca ouviu....








Hunf... eu sumi... mas estava ouvindo tudo.

11 de nov. de 2006

Seu idiota!

Sim, sou alguém bem pessimista.

E por isso que eu mantenho certas coisas intimas guardadas de forma bem infantil dentro de mim. Mantenho uma certa saúde emocional e psicológica guardando essas coisas.

Talvez, portanto, muitas vezes a coisa é expressa de forma equivocada e acabem me acusando de ser aquele que sempre quer chocar. Na verdade, não dou a mínima para o que os outros interpretam disso. Minha satisfação não é refletida no outro, mas sim em mim.

O que as pessoas pensam que faço para chocar, na verdade é algo que uso para aliviar o tédio. É meu divertimento. Afinal, me contento com pouco. Com uma risada, uma cara de susto, um desafio. E principalmente, são meus testes de coragem.

Ate onde eu sou capaz de ir?

Agüentar uma dor mais forte, um corte mais fundo.
Agüentar uma humilhação mais intensa.



O que guardo mesmo são aquelas fantasias. Uma coisa inocente que cultivo justamente por ser irreal, pouco provável de acontecer. Assim, me afasto das possibilidades. Sonho alto.

Hoje, a fantasia se concretizou em sua forma mínima. Sei que é algo muito idiota e ingênuo, pois afinal (e isso é uma conversa deveras hermética) desde o primeiro olhar eu sei que não passa daquilo.

E ver um sorriso besta. Flagrar uma olhada analítica e perceber que ele fingiu não estar olhando. E fazer o mesmo e ser pego... tudo isso me fez rir de mim mesmo.

E como um sorriso bobo fez meu dia!

Poder compartilhar uma conversa e fingir que aquilo tudo é novidade... tornou um pouco real aquela fantasia. E uma noite de sono bem mais tranqüila.

Poder rir de si mesmo e manter uma ingenuidade pueril dentro de um cara tão cínico.

Durma, seu niilista pseudo cult!

E voltando à realidade...

E eu não estou reclamando de barriga cheia.

Para mim, isso é o suficiente. Para mim, eu atingi o nirvana. Encontrei minha alma gêmea, posso parar de procurar.

It was my bliss. Eu era grande, eu era eterno, eu era feliz. Eu estava aliviado. Eu estava completo.

It was my fucking bliss. It was my home. It was enough.

Representava estabilidade. Estava cansado daquela incerteza, daquela angustia de sempre sair de casa e procurar. E encontrar o que? Gente hedonista? Gente despreocupada? Usurfruto, efemeridade, leviandade?

Chegar em casa e escrever um email dizendo: é, e verdade, as pessoas são medíocres.

Eu havia encontrado.


E viveram felizes para sempre.


Mas ele cuspiu tanto no prato que comeu.
Mas ele cuspiu tanto. Cuspiu tanto.
Mas tanto. Tanto tanto.


Ele reclamou tanto do que tinha ganhado. Reclamou tanto do meu esforço.
Reclamou tanto da minha paz.

Tanto, que até eu passei a questionar: é isso mesmo que me faz feliz?

Sabe... se você está tão insatisfeito, então vá procurar sua turma. Para que está empacando minha vida? Estou sendo tão subutilizado? Estou me permitindo se desvalorizado desse jeito? Logo eu, que sempre fiz questão de repetir: você é quem me salva!
Estou mesmo me vendendo por tão pouco?

É aquela velha historia. Fica brincando com o frágil, desafiando a gravidade ate que uma hora a coisa cai e quebra. E você fica se sentindo um idiota. “sabia que iria acontecer isso, mas eu tinha que brincar mais um pouquinho”. E a pessoa repete tanto para si que: eu não mereço isso, você é muito bom para mim. E repete tanto e repete tanto... eu não mereço, eu não mereço...

E sabe que acontece: é... realmente você não merece.


It was my fucking bliss. The greatest and most valuable thing I’ve found.
E me negou tudo. Fez questão de me negar ajuda. Sabia que me fazia feliz e podia fazer muito mais... simplesmente disse não. Não vou fazer nada por você, não estou ganhando.


E era sim.
Era alguém que me fazia tão bem.
Era alguém que mudava meu humor com um beijo.
Era alguém que me divertia.
Era alguém que eu tolerava todas as dores, só para agradá-lo.
Era alguém que me salvava.
Era alguém que possuía minha cura.



E eu era um cara legal.
Eu abria mão das minhas necessidades.
Eu comprava presentes.
Eu era um bom ouvinte.
Eu era um bom conselheiro.
Eu era um desbravador, a crusader, a hero.
Eu ia lá e o salvava, eu matava os cães, crucificava os demônios.
Eu o deixava rir da minha cara.
Eu o buscava em casa.
Eu planejava presentes com meses de antecedência.
Eu engolia as criticas.
Eu controlava o ciúmes.
Eu aceitava a felicidade dele, que nunca correspondia a minha.
Eu respeitei.
Eu acreditava que a ofensa era temporária, que so ouvira aquilo pelo calor do momento.
Eu apaziguava minhas tormentas.
Eu o permitia que chorasse no meu colo.
E eu perdoava. Eu sempre perdoei.


Mas isso não garante nada, não?
E isso não muda nada, não?

O fundo... as barreiras são todas uma só.
E dessa porta, eu nunca ganharei a chave.
Não se trata de merecimento.
Hehehe... ninguém está nem ai pro cara bonzinho. Sãos os filhos da puta que se dão bem.

So why bother?




You were there.
I was fine.
It was my bliss.

8 de nov. de 2006

Meliisa Auf der Maur — Followed The Waves

"Am I hanging around again?
Can't you see?
That my heart lies, my heart lies to you!

I followed the waves to you,
I counted to see it through.
But my heart lies to you.
You'll never have me true.

I lied!

I'm gonna shuffle his deck clean."

Todos eles: grandes babacas. Precisando exatamente cair na real. E eu, eu fazendo parte dos joguinhos. Pois eu vou fuder com você, ou você vai fuder com você mesmo...

Tome nota: o tiro vai sair pela culatra. Prepare-se.

Estou sendo pedante?

8/11/2006: Centésimo Dia.

1 de nov. de 2006

Ladytron

Destroy everything you touch today.
Destroy me this way.