29 de jul. de 2006

The Knife - Pass This On

I'm in love with your brother!

Só uma palavra: supersexy.

28 de jul. de 2006

Fuga e Sol Dolente [I'm free]

Hoje, ao caminhar as estradinhas terrosas em direção à UnB, como faço todo dia útil, acabou que no meu Ipod surgiu esta música: You Don’t Own Me, da cena final do filme The First Wives Club (O Clube das Desquitadas), cantada por Bette Midler, Diane Keaton e Goldie Hawn. Fui atingido por um turbilhão de emoções e, em plena nove e cinqüenta da manhã, terminei meu caminho cantando a altos pulmões, pulando e levantando mais poeira na minha roupa (my soiled pants), debaixo daquele sol forte que sempre odiei, mas na hora enfrentei tudo com veêmencia. (Eu sei, mais gay impossível. ¬¬)

Mas valeu a pena.

O interessante é que o filme se trata da minha estória atual: ser abandonado.

E o longo trajeto de lidar com isso, realizar frutífera ou infrutiferamente suas vinganças mesquinhas e juvenis, passar por todas as fases da amargura a aceitação, enterrar o amor que não mais existe.

Levantar a auto-estima. Recobrar sua juventude, sua energia. Juntar os caquinhos do coração e colocar novamente dentro do peito, ser feliz sozinho.

E sumir.

A cena final desse filme é linda: as três, de branco, cantando e dançando. Enquanto a câmera fica parada mirando aquelas mulheres (abandonadas?) irem embora, having the time of their lives, sumindo nas ruas desertas e ameaçadoras de NY, e o filme se acabar.

Não é demais? Tudo que preciso: escapismo, fuga, evasão e uma dose potente de auto-estima e auto-suficiencia.
Ai ai, um tempo difícil me vem pela frente, mas nós estamos enfrentando.
Porque “a luta é dura, mas para quê estamos aqui senão para lutar?”

E sim, é difícil lidar com essa liberdade, esse mundo de possibilidades, essa incerteza. Mas, mesmo duvidoso e trôpego, sempre fui forte para chegar até aqui. Natural que eu tenha de conquistar mais, accepting hardship as a path to peace.

Fica aqui o vídeo, porque é uma ótima música, uma interessante letra e uma lindíssima cena.


Have fun.

26 de jul. de 2006

Let yourself be fooled [Timeline]

23/7/2006: dois dias se passaram, eu te pergunto, e o que mudou?
21/2/2006: cinco meses se passaram, eu te pergunto, e o que mudou?
17/1/2006: seis meses se passaram, eu te pergunto, e o que mudou?
25/7/2005: um ano se passou, eu te pergunto, e o que mudou?
2/8/2004: dois anos se passaram, eu te pergunto, e o que mudou?
4/4/2002: quatro anos se passaram, eu te pergunto, e o que mudou?


Gustavo; Daniel; Felipe; Luíz; Pedro.

Quantas promessas lançadas?
Quais delas nós cumprimos?

I’ve always allowed myself to be foolish by these selfish men, and more and more often by my own will.

Minha consciência, no entanto, se permanece irrefutavelmente límpida.

24 de jul. de 2006

Name Taken

Até que de repente, não mais que de repente, as coisas mudam.
Uma surpresa, um nome tomado escrito lá em público.

Uma aliança.

Será esse o princípio?

Eu ainda tomo com paciência a espera, e talvez seja uma pequena e sutil garantia.

[suspiro]

Tenho até medo de ficar pensando muito nisso, porque eu posso gastar muito rapidamente minha cota de felicidade e possibilidade.

É a possibilidade, a pequena fresta na porta, que me reconforta. Muito me reconforta.
Estou sorrindo como um bestinha apaixonado, e é uma série de emoções misturadas que dão um resultado positivo. Finalmente.

Um selo.
Um nome tomado, dois.
Uma troca.

Meu sobrenome junto ao seu.

Case-se comigo.

21 de jul. de 2006

A Espera.

Once I wanted to be the greatest.

E em vários momentos eu fui. Eu fui o melhor.

Sou o mais inteligente, sou o mais esperto, sou o mais maquiavélico, sou o mais sincero, sou o mais gentil, sou o mais romântico, sou o mais ativo, sou o mais conselheiro, sou o mais amigo, sou o mais forte, sou o mais resistente.

Sou mentor.
Sou irmão.
Sou amante.
Sou salvador.
Sou estóico.

O mártir.

E quando essa espera vai acabar?

Até quando eu vou continuar ganhando coisas que eu não quero? Só quero uma coisa, que é o único que me falta. E vejo o prêmio, que por direito e merecimento é meu, ser vendido a um preço medíocre, espartano, frugal.

"Once I wanted to be ter greatest
No wind or waterfall could stop me
And then came the rush of the flood
Stars at night turned you to dust."

E a conquista virou pó. Estou à espera do que mereço, pois vi que ele não o é. Meu receio é confirmar a discreta suspeita que o que mereço é o que já tenho: a espera propriamente dita. E ainda estou aqui, em prejuízo.

Contemplar o nada.

Fico à janela encarando o ontem.

E toda vontade se foi, toda paixão se foi, todo calor se foi.
Estou retornando à minha serenidade, ao meu isolamento, ao meu descanso.
Estou em processo de finalização do semestre, dos trabalhos. Concluindo.

E concluso está essa paixão. A antiga fé de que eu e ele estaríamos unidos como uma só carne e com isso viria minha homérica satisfação.

Não sou completo.
E contigo jamais serei.

[ ao som de Feel So Different, de Sinead O' Connor; The Greatest, de Cat Power; Sympathetic Character, de Alanis Morissette. ]

20 de jul. de 2006

Front Row


Alanis Morissette em performance de Front Row no Programa Livre em 1998.

Front Row - Alanis Morissette

"And I laughed untill my lungs hurt.
I love how you bust my chops.
You don’t always feel seen sometimes?
You feel erasable?
Unfortunately I cannot reciprocate in my current state,
I think we should be careful with how much time we spent together.

Are you not burdoned with the lack of perspective people have of your charmed life (seemingly)?

I’m not mad at you guardian!
I’m mad at myself for speending so much time with you and your Jeckyll and Hydeness.

Having me rile against them won’t make an ouce of difference.

Oh, the things I’ve done for you!
Many a sitch, a friend, a man’s been left for you!
Oh, the books I read for you!
The tongues I’ve bitten for you!
Many a new city for you!
Many a risk taken for you (not a single regret)!
"

17 de jul. de 2006

Estou preocupado.
A Ponta de um Iceberg — Jay Vaquer

Compromisso poderia ser
Alternativa do que é vivaz
Mas não é o caso
Se foi descaso, quem mentiu?

Não fazer o suficiente
Ou por fazer demais
Afinal, qual é a medida, me diga,
E quem mediu?

Vil essa dor, que ninguém vê
Anil era a cor
Que mudou de acordo com o que você sentiu
Indicador,
A ponta de um iceberg liquefativo o fato:
Você existiu

Em qualquer conjugação do verbo existir

Na falta que você me faz
Do tempo que não volta atrás
No tempo que não volta atrás
Da falta que você me faz


A saudade de alguém ainda presente

Sabe aquelas musicas cuja letra é tão vaga que, dependendo de quem lê, podem significar um monte de coisa?

Pois então, é assim que eu vejo A Ponta de um Iceberg, do Jay Vaquer. Pode significar um monte de coisa, e no momento significa algo bem especifico:

Fazer demais.

É o que eu faço, faço demais. Tento demais, dou chances demais, perdôo demais, presenteio demais, demonstro paciência, amor, tolerância, importância demais.

Por demasiado disponível.

E de qualquer forma, ele existe.

E agora no meu iTunes, enquanto eu faço canjica lá pelas uma da manhã, só consigo escutar essas musiquinhas serenas, tristes, serenas, melancólicas, serenas, solitárias, serenas, trôpegas...

Tudo que fiz... e o quanto eu tentei, o quanto eu me esforçei. And what have I gained?

Consciência limpa? Sim. Mas para que isso me serve? O que eu faço com isso, hein, me diga?

Estou e sou em essência Trôpego, mas posso disfarçar-me de Força e Vicissitude.

[ouvindo Desired Constelation, por Björk]
[ouvindo A Ponta de um Iceberg, por Jay Vaquer]
[ouvindo Spiralling, por Antony & The Johnsons]
[ouvindo Inverno, por Adriana Calcanhotto]

13 de jul. de 2006

The Serenity Prayer

"God, grant me the Serenity to accept the things I can not change,
The Courage to change the things I can
And the Wisdow to know the difference."

Mentiras no liquidificador

Emoções.

Sentimentos.

Certezas.

O que são essas coisas?

Quando é que você está certo de uma certeza? É certo que eu te amo. É certo que eu estou apaixonado por você.

A essa altura, eu acredito que é apenas uma preguiça. Ou uma persistência.

Sinto que eu só sinto as coisas que eu sinto para chamar atenção.
Um rapazinho abandonado. Obcecado pelo seu abandono, sua sede de ser vítima, de ser vilão vítima, de ser manipulador vítima.

Hunf... e não me diga que eu não tentei. Mas não é honesto, nenhum sentimento em mim é honesto.

Então, o que é isso que sinto?
Que emoção é essa, se me sinto anestesiado. Me sinto cansado, me sinto entediado por viver a mesma estória.
E me torno um ator, um ótimo ator, um puta ator. E assim vou montando o enredo que me diz: você sente.

Você é humano.

Sou?

10 de jul. de 2006

Seclusion

Não sei o que me deu mas, suddenly, me deu uma vontade de ter uma vida mais simples, mais calma, mais....

Estou tão caseiro, tão contra minha juventude.

Quero ter uma vida estável, quero ser pai, quero ser mais saudável, quero morar só.

Quero ir para o campo, ter vida calma, pastoral, bucólica, íntima.

Quero ser monogâmico, morar numa ilha, ter uma casa de três cômodos, uma grande e macia cama de casal, com molas e um esposo.

Entrar numa pequena comunidade, pensar no coletivo, um pequeno coletivo, freqüentar a igrejinha, não conhecer marcas ou brands ou multinacionais, aderir ao Budismo, raspar o cabelo. Ter um emprego que não exija muito de pseudocultismos e muita ambição.

Ser calmo. Ser só. Ser mútuo. Ser descompressado. Ser honesto.

Por quê?

Logo eu que dizem ser tão ousado, tão daring, tão experimental, tão esquisito?

Nada de festinhas, nada de agitação, nada de electro-punk-hype-rock-new-wave, nada de sexo, nada de álcool, cocaína, america’s next top model, nada...

Por que a gente nunca quer ser o que se é?


Reclusão, clausura, solitude.

Seclusion.

Anger

Tenho raiva.

Sim, tenho raiva. Posso dizer que tenho raiva dele, por saber que me tem como opção. Ou posso dizer que é de Deus, por não me dar o que eu quero, o que eu preciso. Eu sequer acredito em Deus.

Preciso dele? Ou é somente conforto?

Não, não digo que eu não vivo sem ele, pois vivo sim. Sem ele eu continuo vivendo, continuo respirando. Na verdade, eu o quero o mais longe de mim possível. O problema é a inércia, sair desse estado. A energia de ativação.

Uma vez atingida esse nível, daí fica fácil me afastar.

Talvez seja meu orgulho ferido, por saber que eu estou sendo desperdiçado.

É duro admitir, mas talvez não haja nada em mim que se salve.

Talvez eu não mereça mesmo.

Either way, I’m fed up! I do not care any longer.